Poesia de cabeça pra baixo

 

 

Copiosamente,

cada boca agoniza o fel que sente.

A pálpebra ojeriza o sol ardente.

São cacos a beijar os pés da gente.

 

Volto ao mesmo mal que é meu de abrigo,

peço pra que a dor deite comigo

e vivo sob o teto do inimigo.

 

Íntimos da dor, do sofrimento.

Ao me encher de culpa, eu que intento

sufocar o bem que jaz cá dentro.

 

Caridosamente,

vi ceder a dor, o mal cadente.

Sucedeu o amor, alegremente.

Hoje verso o avesso em minha mente.

 

 

Onde?

Estamos quase tristes.

Quase sempre tão felizes,

 

estamos quase sempre,

quase nus,

quase sãos,

quase sadios.

 

Estamos quase vivos,

quase mortos.

Estamos quase todos tortos.

 

Quase todos satisfeitos.

Somos muitos.

Somos tantos.

 

Estamos tão seguros de si mesmos.

Estamos enganados.

Sozinhos.

Estamos quase lá.

Onde?

Ascético

Caras semi-amarradas

movem-se vultosamente entre esquinas.

Cada coração magoado traz a marca

e traga cada nota das buzinas.

 

Em passos pálidos ligeiros,

repreenchem cada vil espaço,

entre roupas e dinheiros,

entre a vida e o cansaço.

 

É quase tanto,

e é tanto nada.

Cada vida sem sentido.

Cada ´´oi“  é quase um grito.

Cada corpo na calçada.

 

 

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