Orgasmos.zip

Um estudo recente mostrou que a atual geração de jovens é a que menos faz sexo desde 1920. Se por alguns minutos esquecermos de todas as opiniões populares e do senso comum que cercam este assunto, a inegável evidência primária mora no fato do quão contraditório parece tal resultado. E digo contraditório pois, todos sabemos, que tanto a geração “7×1”, quanto a “Malhação” são bombardeadas dias e noites pela fofoca de pessoas que acreditam fielmente no contrário, ou seja; que a galerinha de hoje em dia está mesmo disposta a largar a Internet pra fazer filhos por aí.

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Love of sages

 

 

Ela está completamente descabelada! Porém nunca esteve tão feliz. Sentada na cama, tenta prender o tão complicado gancho do sutiã. Do outro lado do quarto, de pé e renovado, ele observa a garota que tanto ama, enquanto gira a colher com açúcar na xícara quente de chá;

Quer uma ajudinha ai cara? – Disse quando percebeu que ela falhara na terceira tentativa.

Não… E cale a boca! – Ela retruca em dois tempos. Ele gostou. Na verdade, o coração dele sempre bate mais forte quando é sovado por essas falsas reações de independência.

Tudo bem então, meu amor. Mas quero te pedir uma coisa. – Ele olhava fixamente para o rosto dela, através do reflexo da TV.

O quê? – Respondeu, mas ele não realizou o pedido. Segundos depois, tentou novamente: “O que você quer?”. E ganhou um sorriso mudo.

Ele então se aproximou da cama, sentou-se por trás dela e tratou de prender o tão abusado sutiã. Ela sentiu o cheiro do chá, sabia que ele detestava chás, todavia não ousou questionar.

Tome. Preparei para ti – Disse, oferecendo a xícara a ela.

Obrigada… Duas vezes! Já imaginava que seria pra mim. Mas… me diga! O que você quer?

É simples, não vá embora agora, amor. Passe o dia comigo.

Não posso, você sabe que tenho aula. Eu preciso estudar… – Mentira! A aula era o de menos, ela pretendia ser convencida de que valeria a pena ficar ali e, talvez, repetir toda a dose da noite anterior. Só que o rapaz era bom na arte do convencimento e tudo então, aconteceu;

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“Cá” entre “nós”

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Dizem as más línguas que um homem consegue ficar completamente excitado em míseros quinze segundos. Basta um contato visual, uma palavra, um cheiro, ou até umas “balançadas” extras depois de urinar, que a coisa toda sobe numa explosão, como na decolagem da Apollo 13. As mulheres por outro lado não são tão assim, digamos… simplistas! Pra coisa acontecer, é necessário que se coloque um pouco mais de “lenha” na situação. Por anos questionei o motivo pelo qual Deus fez as coisas dessa forma – enquanto o processo feminino é tão lento e delicado, como cortar árvores com machados, os machos, por outro lado, possuem um disparador de mísseis entre as pernas, capaz de lavar a floresta amazônica inteira.

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Louco por você

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Todo homem precisa de uma mulher pra ficar louco. Isso porque a realidade é séria e totalmente sã. A sanidade, quando em excesso, passa a ser chata. Pois desde sempre criamos perfis de seriedade: na escola, no trabalho, na igreja, na cantada, em respeito aos pais, aos vizinhos, aos parentes e até quando damos informações na rua. Uma dose de loucura não mata ninguém, assim como um pouco de pimenta não acaba com o prazer de saborear um acarajé.
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Entre calças e cachaças

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Há prazeres que vivificam dias monótonos. Dias dos quais o sol se esconde e até o céu deseja dormir:

O prazer de estar na cama e aguçar os sentidos na tentativa de sentir a chuva caindo lá fora, carregando todos os segundos em gotas, como se Mundo estivesse sendo lavado dos próprios pecados.
O prazer de – ainda na mesma cama – poder olhar para a sacada e ouvi-la reclamar da semana que está pra nascer, comendo seu bombom favorito, enquanto perambula nua pela casa, de cômodo em cômodo, atrás do livro de espanhol da faculdade.
O prazer de observar sua pele no tom do cinza pardo, apaixonada, sorridente, manchada pelo nuance nublado, que pelo preto no branco, deixa um pouco a mais de desejo exalando; Uma mordida no doce para tudo aquilo que planeja, um salto de volta a cama, para aquilo que se anseia.

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