Desproporcionalmente idênticos

Afinal… Quem é ela? Há tempos a venero.

Ela que sempre deixou claro sua preferência pela paz, mesmo com tanto talento para guiar as guerras. Ela que encanta quando age naturalmente e conquista quando conquistar for seu intento. Mulher de beijos doces e lábios amargos. Palavras lindas e coração pesado.

Ela é fechada, por ser muito aberta. É falsa, por ser sincera. É fria, por brincar de ser quente. Ela desfila, publica, compartilha e viaja… Do futuro namorado ao novo vestido – Todos conhecem sua popularidade.

Pobres tietes, mal sabem… É tudo uma grande ilusão! Tudo miragem!

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Diário de bordo #1

A série: “Diário de bordo“, será uma coleção de rascunhos pessoais que trabalham a angústia.

Dizem que as fagulhas sentimentais são como espinhos que invadem a memória sem pedir permissão. Cacos com barulho de vidro e tão fortes quanto diamantes, que desmoronam a psique enquanto houver por ela qualquer resquício de um doloroso combustível chamado: saudade.

As maiores histórias de vida existentes mundo não são de pessoas ricas ou pobres, são das pessoas que possuem ou possuíam almas gloriosas e espíritos gigantes, independentemente das classes sociais. Gente que sempre deu a cara a tapa, que não se importa em se queimar no sol, se molhar na chuva ou receber uma resposta negativa nos momentos onde foram depositados todas as expectativas possíveis.

Pessoas desse nível deixam muitas marcas, mas também carregam as suas. Marcas que cortam o presente e ficam desenhadas no passado. “Superar” é ter sempre um curativo por trás de cada história/atitude/compromisso e relacionamento vivido.

Num de seus rabiscos mais famosos, Quintana disse que “a saudade é o que faz as coisas pararem no tempo“. É irônico o fato de que as pessoas que possuem mais histórias pra contar, são também as que mais continuam travadas num contexto atemporal. Na linha tênue entre os carnavais e atribulações da vida, assistindo as coisas “parando no tempo“; como espinhos flutuando no ar.

A conclusão é de que a saudade vigente não domina corações. Ela só está ao lado, o tempo todo, aguardando… são memórias pausadas no momento em que se optou pelo “adeus“. As fagulhas sentimentais não invadem a cabeça sem pedir permissão, a velha verdade é que, inconscientemente, pegamos o controle e damos um “play” – libertando da pausa as histórias desenhadas em fragmentos de navalhas que invadem o ser, revirando tudo aquilo que teoricamente já se foi.

A responsabilidade por sentir (saudade) sempre foi pessoal. Tão grande quanto a de construir (saudade). E de todas as verdades afiadas e congeladas no tempo, essa certamente é aquela da qual qualquer um, tendo um espírito nobre ou não, faria de tudo pra esquecer…

Tempestades sonoras

 

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Dizem que as músicas melancólicas derrubam o barco emocional de qualquer pessoa. Gozado… sempre gostei de músicas tristes e nenhuma delas contaminou meu coração. Por outro lado, músicas românticas, amorosas, doces, contagiantes, destroem minha psiquê antes de chegar no refrão. Concluo então, que saber a qualidade de um sentimento do qual não possuímos dói muito mais que a ausência do mesmo. Até porque, naturalmente, só damos valor para aquilo que já conhecemos. Em outras palavras, diria que quem nunca amou ninguém, não possui motivos para reclamar do amor. No entanto, quem ama e não é correspondido (ou no mínimo valorizado), está fadado a encarar todas as farpas emocionais existentes. Nesse caso a inveja do bom romance dói muito mais nos ouvidos do que uma cantiga jururu qualquer acompanhada de cerveja…

 

 

Diferenças casadas

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As palavras pesam na minha boca com sapiência e ternura. O gaguejar suave, as pausas sob contextos concedem-me a cada segundo, uma língua medonhamente trêmula e confusa. Meus lábios apresentam características infantis… estou completamente bobo! Tal como uma criança provando pirulitos pela primeira vez. E por falar em princípios, não me recordo de já ter navegado por esse estado emocional, não sei de quem é a culpa ou se posso considerar culpados por todo este processo, tudo que sei é que me sinto um virgem, sentimentalmente falando, pois meu coração fora inaugurado por um lindo par de castanhos apaixonados. Desde então, vivo no maravilhoso êxtase de amar sem me preocupar em compreender a vida divinamente desenhada, nos episódios memoráveis ao seu lado.

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O depoimento de um ex ególatra

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“Me partiram em dois, e procuro agora o que é minha metade” – Sete cidades : Legião Urbana 

 

Eu achei que meu amor era perfeito. Não por hipérbole, não por arrogância,  mas por não dar conta do que estava andando no meu peito. “Isso é grande demais pra ser meu“, achava. Afinal, nunca alimentei expectativas e nem mesmo trabalhei com sentimentos. Mesmo assim, o amor surgiu! Lindo, impactante e de lugar nenhum. Deu-me forças nos momentos imprevisíveis e necessários, não tive escolha a não ser me render e endeusa-lo.

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