Onde?

Estamos quase tristes.

Quase sempre tão felizes,

 

estamos quase sempre,

quase nus,

quase sãos,

quase sadios.

 

Estamos quase vivos,

quase mortos.

Estamos quase todos tortos.

 

Quase todos satisfeitos.

Somos muitos.

Somos tantos.

 

Estamos tão seguros de si mesmos.

Estamos enganados.

Sozinhos.

Estamos quase lá.

Onde?

Voz da experiência

Se eu posso dar um conselho? Claro que sim! E aproveitem porque é gratuito! O conselho que dou é o seguinte: procure saber qual é a música favorita da pessoa que você gosta. Principalmente se for alguém que começou a se relacionar contigo há pouco tempo. O motivo? Oras, é bem simples: desconfie de todas as pessoas cujo coração gira em torno da tristeza. Ela pode estar sorrindo ao seu lado, mas no fundo possui alguma causa não superada. E o pior! É provável que ela não pretenda superar. Na maioria dos casos com indivíduos desse tipo, as canções tristes servem como uma dose de nostalgia, uma garrafa de vinho servida gelada com momentos do passado gravados na embalagem. Quem (ao contrário de seguir em frente) dá preferência a nostalgias negativas, cuidando e e alimentando um câncer sentimental, seja através de livros, filmes ou músicas, não é digno da sua confiança e possivelmente desconfia até mesmo do amor que você tem pra dá.

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Riflessione

Minha distração tem nome; acho que ando focado demais na indiferença. Sabe? Aquele “time” entre taças e taças de vinho que acompanham todo rei vencedor após as batalhas. Aquela sensação de que tudo já está feito, que nada mais há para fazer. O perigo de uma praia chamada satisfação, onde os tubarões do tédio nadam na costa.

Estou como um clube que se esforçou, mas acabou no meio do campeonato. Sem disputar o título e sem brigar pra não cair. Esta foi a alma do meu ano, sem sombra de dúvidas. Aliás, egoísmo a parte, diria que este foi o ano de muitos. As vitórias são maravilhosas e as perdas… bem! Elas até que possuem seu valor, todavia o hiato entre uma coisa e outra é de cortar o coração. Puro sentimento de incapacidade. Um olhar triste como o de um ursinho de brinquedo, abandonado na prateleira da loja, após todas as crianças optarem por um robô de natal.

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Lastimável Sensatez

Todo sábio está condenado! A sabedoria não é uma dádiva, é uma maldição. Dádiva, talvez, se resuma a faculdade de ser tolo. O tolo é feliz na satisfação de seus instintos, na realização dos desejos mais simplórios, como um copo de cerveja. O sábio por outro lado, questiona! E boa parte das respostas no decorrer da vida humana carregam consigo sua parcela de infelicidade.

Questionar tudo, aprender muito e quanto mais compreender, menos entender porque tanto dão valor a brincadeira de viver. É um dos muitos comportamentos dos sábios. Quanto maior a sabedoria, maior a percepção de que há pouca coisa de valor nesse mundo. Quase tudo é um rascunho dum resumo de promiscuidades e vaidades.

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Dia dos namorados

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Esqueça as desculpas pessimistas de que tudo isso não passa de uma data comercial. Comerciais podem ser feitos com qualquer coisa, até com simples aniversários. Dê três informações sobre sua vida, uma bela quantia em dinheiro e uma revista de horóscopos ao dono da casa de telemensagens e lhe garanto que haverá um mega comercial sobre você no portão, mesmo que jamais mereças tanto.

Por mais que a infelicidade esteja na moda atualmente, junto a todas as brincadeiras que se fazem na internet com a solidão e a melancolia, não existe vontade nem orgulho de se estar solteiro que dê dentro com o poder do amor.

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