wind

Tempestades em copo d’agua
já foram meu forte
mas não mais
não mais.
Agora tenho gosto apenas pela tempestade
sem copo d’água pra me limitar.
Algo reluz
em minha mente
reluzente consideração
por aquilo tudo que sempre tive:
minha imagem no espelho.

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Pétala de julho

O asfalto se abria em plena luz de março

E dele uma brecha nascia uma flor

Da flor o perfume molhara meus olhos

São olhos de julho jurando de amor

 

Nas covinhas rasas das tuas bochechas

A gente sorria e se amava demais

Amores de lírios e flores-cerejas

As luzes de julho luziram lilás

 

 

 

 

 

 

Raindrops

Num mundo de retas, traçados,
talvez os meus versos borrados
agradem tão poucos sorrisos

Amigos são poucos, Pequena
Me deste um singelo sorriso
Ao vê-lo, chamei de poema
e dei meu amor por abrigo

Tu logo fizeste morada
e fez do meu peito querido
Em mim, teu olhar tão imerso,
ao vê-lo, chamei-o de verso,
senti que tu estavas comigo

Se fez do que antes foi nada
Em nós, esse amor se fazia
Me deste tua boca rosada
Beijei e a chamei de poesia

Flor de cereja

Palavras são palavras, coisas pequenas…

 

Numa fresta acesa, a luz

devorando a mesa

com a tinta, que sabe falar,

escreva!

se choras calada,

que o faça a caneta

e deixe um soluço sereno

tão breve

o chame:

tristeza.

 

NAVIO DE ESCRAVOS

[Paulo Henrique Sampaio]

images (3)

Vai passando em estrondos no mar

Agitadas pelo vento,

hordas levadas, iludidas e desconfiadas

querendo  as conquistas de mar adentro

 

São milhares de homens e mulheres

que esperam um salvador do povo

para tirar da miséria

e dar-lhes um mundo novo

 

O herói da revolução

que fará tudo acontecer

Enchendo das hordas o coração

do que jamais poderão ser

 

Mas como vive esse animal político

de querer ser iludido sempre outra vez

é bom que fique escrito

quão bobo o animal se fez.

 

…vai passando em som frugal no mar

A nau dos iludidos, preste a naufragar

Vai passando….

mais uma vez….

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