O tempo não passou aqui.

´´…Não sei, comigo vai tudo azul
Contigo vai tudo em paz…“

 

Aquela canção à Gal Costa

fazendo lembrar de você.

A gente se ama e se  gosta.

A gente que é cego e nem vê.

 

A vida, e a gente, é tão breve.

Pensei em te amar muito mais,

deixar que esse sonho nos leve.

Amor, o meu julho é lilás

 

Lembrei  do sorriso que tive,

olhando o colar que te dei.

Em poesia e amor se cultive

 

a flor, meu azul, hoje eu sei.

Baby, esse amor que inclusive

os versos mais simples te dei.

 

Voz da experiência

Se eu posso dar um conselho? Claro que sim! E aproveitem porque é gratuito! O conselho que dou é o seguinte: procure saber qual é a música favorita da pessoa que você gosta. Principalmente se for alguém que começou a se relacionar contigo há pouco tempo. O motivo? Oras, é bem simples: desconfie de todas as pessoas cujo coração gira em torno da tristeza. Ela pode estar sorrindo ao seu lado, mas no fundo possui alguma causa não superada. E o pior! É provável que ela não pretenda superar. Na maioria dos casos com indivíduos desse tipo, as canções tristes servem como uma dose de nostalgia, uma garrafa de vinho servida gelada com momentos do passado gravados na embalagem. Quem (ao contrário de seguir em frente) dá preferência a nostalgias negativas, cuidando e e alimentando um câncer sentimental, seja através de livros, filmes ou músicas, não é digno da sua confiança e possivelmente desconfia até mesmo do amor que você tem pra dá.

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Eu preciso escrever porque…

Eu preciso escrever porque raramente sai da minha boca aquilo que eu gostaria de dizer. Eu tenho que escrever porque a escrita me dá força pra continuar sonhando. Eu preciso escrever porque escrevendo realizo meus sonhos. Eu tenho que escrever porque a escrita me dá o fôlego que necessito para continuar vivendo.

O que te move? Já se fez essa pergunta? O que te dá fôlego para continuar vivendo? O que você tem feito para alimentar isso que te move? Tenho me afogado nas palavras que não consigo mais colocar no papel. Tenho emudecido porque parece que as palavras têm fugido de mim. Ultimamente não tenho escrito mais nada. Quando paro para escrever, as palavras não tem vindo com a facilidade de antes. Venho me afogando porque o que me dava fôlego tem se escondido de mim. Continue lendo “Eu preciso escrever porque…”

Carta a quem era calmaria

 

Meu caro Júlio,
Já se passaram alguns longos vinte anos desde a última vez que nos vimos. Há alguns dias recebi sua carta e fiquei muito comovida. Não sei qual motivo o levou – depois e tanto tempo – a despir sua alma naquela carta, mas confesso que fiquei feliz, e talvez triste ao mesmo tempo. Foi, talvez, um dos mais belos presentes que recebi nesses últimos anos.

Lembro-me das suas tentativas de escrever versos. Vejo que evoluiu, pois sua carta passa emoção, está poético.
Nossas vidas, infelizmente, se desencontraram. Éramos muito jovens, tínhamos ambições diferentes: eu queria andar o mundo e você queria apenas viver. Você estava certo. Como você mesmo disse eu era mar agitado e você lago calmo – se tivesse despido sua alma naquela época, talvez sua calmaria tivesse me atingido ou talvez não, não sei.

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Diário de bordo #2

 

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A série: “Diário de bordo”, será uma coleção de rascunhos pessoais que trabalham a angústia.

 

Algumas noites a viagem vai além de sentar e observar as placas e luzes ao redor volante. Há madrugadas em que todo processo de condução mergulha na vibe das rodovias, amarrado em suas poderosas teias. Os efeitos são mais fortes nas mentes daqueles que partilham do velho defeito de pensar demais. A nostalgia viva e palpável sobe à cabeça tão rapidamente quanto a pujança da heroína chegando ao cérebro. Quando percebo, já estou mergulhado nas dolorosas lembranças de tudo aquilo que nunca aconteceu. Dos medos e temor no qual nenhum velocímetro é capaz de afastar.

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