Pétala de julho

O asfalto se abria em plena luz de março

E dele uma brecha nascia uma flor

Da flor o perfume molhara meus olhos

São olhos de julho jurando de amor

 

Nas covinhas rasas das tuas bochechas

A gente sorria e se amava demais

Amores de lírios e flores-cerejas

As luzes de julho luziram lilás

 

 

 

 

 

 

Raindrops

Num mundo de retas, traçados,
talvez os meus versos borrados
agradem tão poucos sorrisos

Amigos são poucos, Pequena
Me deste um singelo sorriso
Ao vê-lo, chamei de poema
e dei meu amor por abrigo

Tu logo fizeste morada
e fez do meu peito querido
Em mim, teu olhar tão imerso,
ao vê-lo, chamei-o de verso,
senti que tu estavas comigo

Se fez do que antes foi nada
Em nós, esse amor se fazia
Me deste tua boca rosada
Beijei e a chamei de poesia

Entre calças e cachaças

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Há prazeres que vivificam dias monótonos. Dias dos quais o sol se esconde e até o céu deseja dormir:

O prazer de estar na cama e aguçar os sentidos na tentativa de sentir a chuva caindo lá fora, carregando todos os segundos em gotas, como se Mundo estivesse sendo lavado dos próprios pecados.
O prazer de – ainda na mesma cama – poder olhar para a sacada e ouvi-la reclamar da semana que está pra nascer, comendo seu bombom favorito, enquanto perambula nua pela casa, de cômodo em cômodo, atrás do livro de espanhol da faculdade.
O prazer de observar sua pele no tom do cinza pardo, apaixonada, sorridente, manchada pelo nuance nublado, que pelo preto no branco, deixa um pouco a mais de desejo exalando; Uma mordida no doce para tudo aquilo que planeja, um salto de volta a cama, para aquilo que se anseia.

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