2049

Na primeira vez que a encontrei não pude ver seu rosto. Uma bolha de sabão entrou nos meus olhos no exato momento em que eles se preparavam para capta-la. As crianças fazem bolhas de sabão na praça, é gostoso… as bolhas combinam com o clima ensolarado e com as músicas matinais de domingo. Ao recuperar a visão, assisti quando as amigas a levantaram e jogaram no chafariz. Ela parecia não se importar… O vestido branco deixava escapar a cor de sua calcinha, porém ela não estava nem ai! Chegara a carta de aprovação na universidade. Não era preciso ser muito esperto pra perceber que aquela notícia entraria no hall de conquistas da sua vida, não era preciso ser muito esperto pra perceber que eu já estava apaixonado. Vi seu lindo sorriso, combinava com as bochechas rosadas. Jamais me esqueceria daquele rosto, daquelas sardas, ou daquele cabelo molhado. Graças a bolha, minha vista estava vermelha e pulsava. Mas não tanto quanto meu coração.

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Las hojas

Escrever é um negócio muito interessante, principalmente quando vasculhamos os rascunhos e publicações antigas. As vezes aparecem lições passadas já esquecidas, que acabam servindo e se encaixando no futuro. Fato que nos obriga a raciocinar e concluir que, mesmo com a reação positiva do público, talvez, o principal destinatário daquelas obras sempre foram os próprios autores, ou seja, nós mesmos.

Isso levanta uma série de questões, dezenas de possibilidades. A mais bonita delas ao meu ver, é a crença de que o coração planta sementes (dicas/orientações/conselhos), dentro de si mesmo. Alguns dos rabiscos é claro, vão ao público – são para o público! Outros porém, são nossos. Exclusivos e pessoais. É a alma que os desenvolve e planta em si mesma. São sementes que servirão como um gatilho, um “start” evolutivo, para que o próprio inconsciente vá absorvendo aos poucos a ideia adquiria. Assim que possuir base prática e não só teórica para tal, elas então germinam, crescem, tornam-se árvores; verdadeiros testemunhos do nosso avanço. Normalmente não notamos, pois estamos embalados demais na rotina para realizar reflexões pessoais e perceber que há coisas boas desabrochando por dentro.

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Linha 137

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A mente trabalha com dados relevantes, enquanto o coração só precisa de migalhas para labutar. Da fila do ônibus observo o rapaz puxando assunto com uma garota. Talvez seja sua primeira vez, talvez seja um dos seus longos planos secretos e pessoais. Fosse impulso, ou fruto de estratégia, o que basta é o resultado: eles estão conversando! Isso é tudo que realmente importa.

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Passos, compassos e desvios

Seriados

Não há luz…

Odeio câmeras…

E… Ação!

Olá! Sinto muito por ter demorado tanto a lhe escrever…

Hoje Eu tirei o dia para revirar algumas das pendências que tenho pela casa, no meio de tanta bagunça, acabei encontrando um velho DVD, título do qual não havia assistido por traumas particulares. O filme era uma comédia romântica e por mais louco que possa parecer, muitas pessoas acreditam que, se tratando de cinema, a classe de filmes considerada mais próxima da realidade é, sem dúvidas, a boa e velha comédia romântica. Ganhando até mesmo das obras baseadas em fatos reais ou das tramas históricas. Possivelmente pela camada de entretenimento apresentados nos filmes, até porque de tantas características que podem elevar a moral de uma ficção, boa parte das pessoas concordam que um enredo considerado bom é aquele que toca os corações dos telespectadores. Ninguém precisa ser crítico de cinema ou jurado de premiações hollywoodianas para saber disso.


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