Chá a dois

Hoje convidei-me para tomar chá. Coloquei na mesa um forro bonito e me servi  em uma das xícaras de porcelana.  Sentei-me. Tomei um primeiro gole que se colidiu com o  meu corpo frio. Olhei a cadeira a minha frente vazia. Lá fora o céu nublado foi perfurado pelos raios de sol que entraram pela janela. Como Deus. Pensei que talvez eu O pudesse convidar para tomar chá, sem a pretensão de que Ele tivesse algum fetiche por uma xícara de porcelana ou sentisse vontade de beber chá de limão, mas simplesmente imaginei que se eu O pedisse com jeitinho ele aceitaria o convite de um chá a dois. Minha mãe me disse que quando eu me entristecer posso convidá-Lo a sentar no sofá para conversamos, mas eu  nunca me lembro, pois é sempre mais fácil me proteger em meu cobertor e ouvir a minha playlist. Continue lendo “Chá a dois”

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Erva-doce

O vento, extraordinariamente sereno e tênue soprava trazendo um perfume doce e delicado.
Ele, estava lá fora, aquecendo-se no sol, intensamente verde, dançava ao vento como a bailarina de uma caixinha de música, gotinhas de água penduravam-se em suas folhinhas compridas, seus galhinhos estavam cheios de botões que em breve se tornariam pequenas flores amarelas. Continue lendo “Erva-doce”

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