Gipsy

Caminhou do trem para a cidade,

De uma beleza que envergonha até flores,

E de olhos que pluralizam qualidades.

Seu carinho, clandestino, é violeta,

Tens leveza, tens requinte, velados em seda,

Com uma boca que gaba e afaga,

Quem é ela que enfurece as solteiras?

Que desperta o ciúme das casadas?

 

Continue lendo “Gipsy”

efusão

 

A confusão borbulha em meu peito
Em efusão — queima,
Quanto mais me movimento,
Mais se espalha este amargo efervescente.
Decidi então, sentar e pensar…
Nunca estive tão aprofundada em subjetividade
Esfriando o peito a sopros
Acalmando o incêndio
E obtendo sucesso.
Finalmente estou sabendo
Viver dentro de mim.

O tempo não passou aqui.

´´…Não sei, comigo vai tudo azul
Contigo vai tudo em paz…“

 

Aquela canção à Gal Costa

fazendo lembrar de você.

A gente se ama e se  gosta.

A gente que é cego e nem vê.

 

A vida, e a gente, é tão breve.

Pensei em te amar muito mais,

deixar que esse sonho nos leve.

Amor, o meu julho é lilás

 

Lembrei  do sorriso que tive,

olhando o colar que te dei.

Em poesia e amor se cultive

 

a flor, meu azul, hoje eu sei.

Baby, esse amor que inclusive

os versos mais simples te dei.

 

Pétala de julho

O asfalto se abria em plena luz de março

E dele uma brecha nascia uma flor

Da flor o perfume molhara meus olhos

São olhos de julho jurando de amor

 

Nas covinhas rasas das tuas bochechas

A gente sorria e se amava demais

Amores de lírios e flores-cerejas

As luzes de julho luziram lilás

 

 

 

 

 

 

Flor de cereja

Palavras são palavras, coisas pequenas…

 

Numa fresta acesa, a luz

devorando a mesa

com a tinta, que sabe falar,

escreva!

se choras calada,

que o faça a caneta

e deixe um soluço sereno

tão breve

o chame:

tristeza.

 

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: