O tempo não passou aqui.

´´…Não sei, comigo vai tudo azul
Contigo vai tudo em paz…“

 

Aquela canção à Gal Costa

fazendo lembrar de você.

A gente se ama e se  gosta.

A gente que é cego e nem vê.

 

A vida, e a gente, é tão breve.

Pensei em te amar muito mais,

deixar que esse sonho nos leve.

Amor, o meu julho é lilás

 

Lembrei  do sorriso que tive,

olhando o colar que te dei.

Em poesia e amor se cultive

 

a flor, meu azul, hoje eu sei.

Baby, esse amor que inclusive

os versos mais simples te dei.

 

Pétala de julho

O asfalto se abria em plena luz de março

E dele uma brecha nascia uma flor

Da flor o perfume molhara meus olhos

São olhos de julho jurando de amor

 

Nas covinhas rasas das tuas bochechas

A gente sorria e se amava demais

Amores de lírios e flores-cerejas

As luzes de julho luziram lilás

 

 

 

 

 

 

Flor de cereja

Palavras são palavras, coisas pequenas…

 

Numa fresta acesa, a luz

devorando a mesa

com a tinta, que sabe falar,

escreva!

se choras calada,

que o faça a caneta

e deixe um soluço sereno

tão breve

o chame:

tristeza.

 

Entre os versos

 

Minha poesia é surda,
não escuta os gemidos da cidade,
e se escuta
enojada cospe.

Minha poesia não tem rima,
tão pouco promete.
Minha poesia mente,
pende a todo som que estima,
minha poesia sente,
mais que tudo sente…

e o que sente escarra,
vomita no papel, teclado,
o molha.
Minha poesia chora,
envolve cada lágrima de mim.
Num silêncio mudo, fala.
Cala toda voz.

Minha poesia não se sabe, esconde,
em algum canto escuro,
sob o céu da minha boca,
sobre tudo que jamais senti.

Minha poesia é, e mais que tudo é bela,
debruça no beiral da tua janela,
pra dizer te amo, adeus, quem sabe ou nunca mais.

Look at me, Watercolor

A doçura dos meus versos nunca  descreveram os nuances do teu rosto,
minhas palavras não couberam no papel.
Ora, talvez fosse a tinta,
de tão pouco doce
esse azul marinho não pudesse traduzir você.eu, que hoje sou tão pouco,
meu mundo menino, tão mindinho!
Eu, que jamais coube em mim,
que jamais soube de mim,
é, Eu sempre fui assim…

Minhas mãos molhadas de tristeza,
encharcadas de passado,
nos espaços do papel
faltava açúcar,
faltava um pouco mais de mim,
eu que sempre fui assim.

E se eu tivesse a tinta?
A púrpura perfeita.
Se eu tivesse a rima
de rosas liquefeitas?
Se eu tivesse em mãos
um gole a mais de ti?

Tudo bobagem!
Eu, pobre poeta,
devo estar doente
de amor, indescritivelmente.
Mas a culpa é tua, oh Deus!
Que compuseste esse poema-gente?

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