piso frio do meu peito

andando descalça no piso frio do meu peito, tiro as roupas, estico-me em frente ao espelho. danço achando que tenho jeito, viro pros lados, estremeço, finjo que não existe mais nada. questiono-me quem sou mesmo que viva apenas o instante, dói não saber dizer nada… se sou pedaços do agora ou do passado, não entendo os pedaços que perdi no piso frio do meu peito. não dá pra achar culpado, tudo está aqui emaranhado e agarrado ao meu cabelo, a verdade intrínseca de ser eu, com medo de não ser mais nada. Continue lendo “piso frio do meu peito”

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desmanchar

sinto-me inspirada pelo amor que vivo
o pôr do sol em essência
as ruas excêntricas
o sol nascendo em timidez
as árvores em verde escandaloso e exuberante

tudo isso reflete a arte que há no mundo
e como a arte fica mais refinada quando me aqueço o peito com teu amor,
quando penso que existes em qualquer lugar que seja.

tudo que desejo em âmbito amoroso habita em teu peito
os sonhos que possuo flutuando pelo céu
pássaros que cantam no momento que acordo
a natureza recordando-me pelo que vivo.

exatamente a todo momento
lembro de você.
és o que me torna mais apaixonada
por mim mesma
e pelo mundo a minha volta.

prossegues sendo tudo isso
não deixando de se desmanchar em meus braços ao final do dia.

(Arte usada da Kaethe Butcher)

wind

Tempestades em copo d’agua
já foram meu forte
mas não mais
não mais.
Agora tenho gosto apenas pela tempestade
sem copo d’água pra me limitar.
Algo reluz
em minha mente
reluzente consideração
por aquilo tudo que sempre tive:
minha imagem no espelho.

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Flor de cereja

Palavras são palavras, coisas pequenas…

 

Numa fresta acesa, a luz

devorando a mesa

com a tinta, que sabe falar,

escreva!

se choras calada,

que o faça a caneta

e deixe um soluço sereno

tão breve

o chame:

tristeza.

 

Look at me, Watercolor

A doçura dos meus versos nunca  descreveram os nuances do teu rosto,
minhas palavras não couberam no papel.
Ora, talvez fosse a tinta,
de tão pouco doce
esse azul marinho não pudesse traduzir você.eu, que hoje sou tão pouco,
meu mundo menino, tão mindinho!
Eu, que jamais coube em mim,
que jamais soube de mim,
é, Eu sempre fui assim…

Minhas mãos molhadas de tristeza,
encharcadas de passado,
nos espaços do papel
faltava açúcar,
faltava um pouco mais de mim,
eu que sempre fui assim.

E se eu tivesse a tinta?
A púrpura perfeita.
Se eu tivesse a rima
de rosas liquefeitas?
Se eu tivesse em mãos
um gole a mais de ti?

Tudo bobagem!
Eu, pobre poeta,
devo estar doente
de amor, indescritivelmente.
Mas a culpa é tua, oh Deus!
Que compuseste esse poema-gente?

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