Ponto e vírgula

Olhando a lua percebo que talvez eu nunca tenha mudado. E se eu sobrevivi antes e antes, eu posso sobreviver de novo.

Entramos em um estado em que deixamos de nos abater e de acreditar que é o fim do nosso tempo, e enxergamos o quanto somos fortes para termos chegado até o presente. São tempos difíceis agora, mas eram também antes. E aqui estamos. Aqui estou, no caso. Somente eu.

Acho que começo novamente a entender quem eu sou, ouço o barulho dos muros de fantasia se derrubando, e o estrondo que a ingenuidade e a confiança fazem ao cair ao chão.

Sinto a necessidade de demolir o prédio de concreto que eu mesma edifiquei, e sinto-me forte o bastante para vê-lo se desmoronando. Estou preparada para inalar toda essa poeira, considero-me imune a qualquer intoxicação que ela possa me trazer. Chega. Eu termino essa fase por aqui, e mesmo machucada e com uma vida repleta de entulhos de um prédio derrubado, eu sei que venci.

Writer Soul

When life gives me the opportunity to take a walk.
From looking at flowers, birds, cars, people, the rain.
My heart overflows with an explosion of ideas,
I want to write about everything.
I need to write about everything!
Fingers scratch.
The soul too.
As if the whole universe had to channel in me,
Or vent in me.
Who knows, confess to me.
Maybe that’s why I live so trapped,
The reason why I’m tied up in the routine.
Intended to live busy, worried, tired.
The angels know this, the demons mock it.
Once free, no one can stop me, for sure!

Like the waters of the rain following its course,
Like the birds in the sky toward the horizon.

Na lama

Querida,

Eu estou bem. Um pouco perdida, talvez. Vou mudar para o novo apartamento na semana que vem. Não aguento mais o barulho que o vizinho de cima faz. Esses dias acordei super cedo para fazer faxina e me vingar. Joguei umas almofadas no teto só para perturbá-lo – não sei se funcionou. O novo lugar é aconchegante, mas espero que os vizinhos não me incomodem tanto. Eu sei, estou parecendo uma velha rabugenta, mas não ligo pra isso.

Vi C. no parque ontem. Falamos “oi”, e só. Não parecia a mesma pessoa. Parecia triste, com o olhar meio sem brilho. Será que foi por me ver? Bem, não importa. Quer dizer, você sabe, não é?

G. ligou e me convidou pra sair. Recusei. Disse que estava sem ânimo. Logo depois, o pessoal me chamou pra ver a exposição lá na galeria, eu disse que tentaria ir, mas obviamente não fui. Estava mesmo meio deprimida e também não queria ver C. Ainda não superei o nosso lance, então estar no mesmo círculo de amigos ia ser estranho.

Acho que cansei dos vários relacionamentos. Tentar bancar a maluca para preencher isso que falta em mim não deu muito certo. Continuo no fundo do poço, e agora mais enlameada. Sabe, acho que estava mesmo gostando de C., cê acha que vou ser maluca demais se tentar me reaproximar?

O pior de tudo é saber que eu sou o problema, e enquanto não resolver toda essa minha confusão nunca vou conseguir “ser” inteira de alguém, permanecer… Os meus relacionamentos nunca vão passar de casinhos. Que ódio das minhas confusões.

Mana, acho que é isso. Me conta de você. Do novo emprego, dos seus lances, de como vai a vida… O que você tem lido? Te aguardo!

 

Beijos,

O.

 

Na cara a porta

São passos, calado,

dinheiro contado,

sorrisos sem jeito.

 

São coisas da vida.

A dor é sentida,

gemida no peito.

 

Enquanto escorrega,

o amor que me nega

não vale o esforço.

 

Se pensas querida

que dói tua partida,

só sinto o desgosto.

Ember Bloom

Oh! Stop doing so,
Why do you smile but hide your teeth?
Your eyes are like flames of fire, girl.
They flash, emphasize, accentuate, sparkle.
Your most impure desires,
Your incandescent soul.

Please don’t hide behind the jokes,
Please don’t divert the attention,
The night is just beginning,
The other guys just talk bullshit.
Provoke who bear up yours dangers,
Do not put any more wood in the fire.

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