Faça silêncio!

 

Um pouco de papo e as palavras que

palpitam no coração a boca escapa.

 

 

Aquela velha capa…

Aquela velha capa…

 

Esconde o sentimento,

a vela apaga.

Pois tudo jaz cá dentro

e o peito embala

o sonho e o descontento

de quem cala.

 

 

E desse emaranhado,

minha entranha,

nasce este novo verso

que te estranha.

 

Pois é!

A vida está do avesso essa semana,

mas o que fica cá comigo

me acompanha.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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amalgamar

facada no peito

que rasga

sangra

é soco no estômago

grito no ouvido

 

sua palavra é

 

garoa de domingo

som de cachoeira

canto de pássaro ao meio-dia

 

sua palavra é

 

silêncio escandaloso

sol escaldante

arrepio na nuca

voo desengonçado

banho de rio

 

sua palavra é assim

tudo

amalgamado

 

o olhar passeia

às vezes
não sei
sentir

o olhar passeia
devagar
percorre a cidade
inteira
pelos becos, vielas
praças, lojas
casas, igrejas
rodovias
o olhar passeia

mãos estendidas
pelas calçadas
corpos caídos
pelos becos
pés descalços
pelas avenidas

você vê?

meu olhar passeia
pela cidade
corpos frios
percorrem a cidade
o sol tão forte
mas não aquece
os corpos frios
que passeiam
de olhos abertos
mas não enxergam

Writer Soul

When life gives me the opportunity to take a walk.
From looking at flowers, birds, cars, people, the rain.
My heart overflows with an explosion of ideas,
I want to write about everything.
I need to write about everything!
Fingers scratch.
The soul too.
As if the whole universe had to channel in me,
Or vent in me.
Who knows, confess to me.
Maybe that’s why I live so trapped,
The reason why I’m tied up in the routine.
Intended to live busy, worried, tired.
The angels know this, the demons mock it.
Once free, no one can stop me, for sure!

Like the waters of the rain following its course,
Like the birds in the sky toward the horizon.

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