Faça silêncio!

 

Um pouco de papo e as palavras que

palpitam no coração a boca escapa.

 

 

Aquela velha capa…

Aquela velha capa…

 

Esconde o sentimento,

a vela apaga.

Pois tudo jaz cá dentro

e o peito embala

o sonho e o descontento

de quem cala.

 

 

E desse emaranhado,

minha entranha,

nasce este novo verso

que te estranha.

 

Pois é!

A vida está do avesso essa semana,

mas o que fica cá comigo

me acompanha.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Na cara a porta

São passos, calado,

dinheiro contado,

sorrisos sem jeito.

 

São coisas da vida.

A dor é sentida,

gemida no peito.

 

Enquanto escorrega,

o amor que me nega

não vale o esforço.

 

Se pensas querida

que dói tua partida,

só sinto o desgosto.

Você precisa saber de mim.

capa

Eu vivo sem muito  porquê,

meus versos despedem de ti,

os meus passos se esquecem em si.

Onde é  que eu me vou sem você?

 

Não tenho mais rima, confesso.

Eu sei, meu amor, eu não sei.

Ficaram no Rio meus versos

e aquele sorriso que dei.

 

Não quero te assustar assim,

mas tudo parece e é tão triste.

Eu sei que essa dor só existe

porque  estás longe mim.

 

Poesia de cabeça pra baixo

 

 

Copiosamente,

cada boca agoniza o fel que sente.

A pálpebra ojeriza o sol ardente.

São cacos a beijar os pés da gente.

 

Volto ao mesmo mal que é meu de abrigo,

peço pra que a dor deite comigo

e vivo sob o teto do inimigo.

 

Íntimos da dor, do sofrimento.

Ao me encher de culpa, eu que intento

sufocar o bem que jaz cá dentro.

 

Caridosamente,

vi ceder a dor, o mal cadente.

Sucedeu o amor, alegremente.

Hoje verso o avesso em minha mente.

 

 

O tempo não passou aqui.

´´…Não sei, comigo vai tudo azul
Contigo vai tudo em paz…“

 

Aquela canção à Gal Costa

fazendo lembrar de você.

A gente se ama e se  gosta.

A gente que é cego e nem vê.

 

A vida, e a gente, é tão breve.

Pensei em te amar muito mais,

deixar que esse sonho nos leve.

Amor, o meu julho é lilás

 

Lembrei  do sorriso que tive,

olhando o colar que te dei.

Em poesia e amor se cultive

 

a flor, meu azul, hoje eu sei.

Baby, esse amor que inclusive

os versos mais simples te dei.

 

Pétala de julho

O asfalto se abria em plena luz de março

E dele uma brecha nascia uma flor

Da flor o perfume molhara meus olhos

São olhos de julho jurando de amor

 

Nas covinhas rasas das tuas bochechas

A gente sorria e se amava demais

Amores de lírios e flores-cerejas

As luzes de julho luziram lilás

 

 

 

 

 

 

Súplica

Ilusão, traga-me, ser completo.
Traga-me para perto
de tudo que perfeito há.
Ilusão, faça-me ser perfeito,
mais que perfeito, feito
para contigo estar.
Coração, traga um sorriso aberto,
mais do que aberto, certo,
certo que tudo há.
Solidão, mostra que sou mais um,
mais do que muitos, um,
temo deixar de amar.
24.10.2014

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