Prosopopeico

As vezes olho as paredes

E parecem falar comigo

Alguma coisa surda,
Breve, opaca, indissoluta
O no timbre insuportável dos seus versos
Venho ver meu universo,
entre dedos me escorrer
E a cada gota suja da memória
Essa dor é minha história
Não é fácil de esconder
Já inerte
entre as notas frias da parede
Meu chorar, a minha sede
E essa melodia morta
Digo:
sede fortes, homens, sede!
Quem tem dor tudo suporta.
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