estreito

As relações estão tão estreitas que mal enxergo o outro lado do corredor. As luzes estão fracas e meu sentimentalismo exacerbado explode grandes montanhas cheias de vento. Vivo sem janelas no quarto, meus pulmões crus respiram incenso e cigarro. Possuo medos quase temporários, visitas planejadas, músicas repetidas e etc. O sol se levanta e não o enxergo, contemplo minha respiração misturada ao ego. As ondas de meus fios cheiram tão bem que me admiro em frente ao universo. Sempre foi difícil demais falar com o que há pra lá de portas e montanhas. Não admiro mais quem eu admirava, explodi tanto de amor e raiva que há pedaços de mim por cada canto da cidade. Meu coração de poeta bate rápido e intenso por coisas simples demais. Mereço o mundo mas me dou os cantinhos, pra mim isso não é defeito, é privilégio. Se eu me desse o mundo talvez ficasse com labirintite.

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