Dezembros passados

O céu enfeitava-se de todas as cores que lhe era permitido. O sol vestia-se de um manto alaranjado que se clareava a medida em que se aproximava do horizonte azul acinzentado. O mundo girava pálido, lento, pausado. Havia tempo para ver o céu quantas vezes quisesse, de dormir sob qualquer tom de verde que se imaginasse e escolhe-se entre as muitas árvores.

Incrustado, porém, por baixo dos lindos tons marrons, escondido dentro da concha de cada flor que coloria o verde existia uma tristeza tão profunda que não se podia alcançá-la e examina-la.

O sono vinha intenso durante o entardecer, que melancólico sempre repetia os mesmos tons bonitos das cores e do som vivaz dos pássaros.

Uma alegria morta coloria tudo. A vida se passava como se já soubesse da tragédia que se alcançaria lá na frente. Como se a natureza se entristecesse por nem as suas melhores nuances, nem as magnificas manhãs amareladas, nem mesmo o verde inebriante de dezembro pudesse encobrir a presença da tragédia que já se manifestava. E ela sofria e se compadecia por isso.

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4 comentários em “Dezembros passados

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