Destinos…

DESTINOS

Semanas atrás me ocorrera esse pensamento, que não passava de uma mera cogitação. Estava realmente disposto a fazer o que fosse preciso para que tudo em minha vida pudesse dar certo. Mas hoje, especificamente hoje, essa ideia se tornou uma concreta decisão: vou permitir que a própria vida conduza-me os passos. Talvez para você, caro leitor, essa afirmação seja uma grande bobagem, afinal, estamos destinados ao fim que nos espera. Porém, nesse percurso, nego-me a continuar tentando reverter os caminhos que os céus têm para mim traçado. Foram tentativas e mais tentativas… em vão.

Decidi também que não quero mais ser o autor da minha própria história. Esse negócio de ditar os rumos deste enredo é uma grande responsabilidade. Arriscado demais. Foi quando aderi ao trecho que determinada música diz: “deixa a vida me levar”… Apoiei-me somente nessa frase. Sendo assim, permito que a vida me leve para bem longe, se possível…

Logo após, ele fechou o caderno – intitulado “MEU CADERNO DE PENSAMENTOS” -, colocou-o no chão, virou-se para a parede e logo adormeceu, sua cama envolvendo-o como num enlace.
***
Era fim de tarde. Ele caminhava pela areia da praia com as sandálias nas mãos e uma incrível sensação de liberdade. Virou-se e viu que as pegadas haviam sido desfeitas, ora pelas ondas que sugavam a areia, ora pela brisa amena do mar. “All we are is dust in the Wind” (Tudo o que somos é poeira ao vento), pensou.

Depois de mais alguns passos, ele larga as sandálias e observa a sua volta. Não havia ninguém por perto, apenas umas poucas pessoas ao longe nos quais não notariam sua presença. Então, como se por um breve impulso, aquele jovem entra no mar. Podia ouvir as águas agitadas chamando o seu nome. “É um sinal”, pensou. Seguiu andando mar adentro, até que em certo ponto não sentia mais o chão debaixo de seus pés. Isso o deixou um pouco apavorado, mas não podia retroceder. Na verdade não queria. Chega um dia em que tudo precisa ser feito. E assim ele o fez.

Continuou seguindo em direção ao infinito, até que uma enorme onda o sugou para as profundezas, permitindo-lhe desvendar os mistérios que envolvem essa fascinante obra da criação. Passado algum tempo, ele não submergiu. O oceano realmente o abraçara. Não voltou mais. A vida o levou… E desta vez para sempre.

Na manhã seguinte, as sandálias daquele jovem rapaz estavam um pouco submersas na areia. Ali, um mendigo que caminhava as observou ainda distante. Pegou-as, lavou-as no mar e as calçou. Não mais ficaria descalço. Alegrou-se em apenas imaginar que os resíduos terrestres não iriam mais lhe espatifar os pés. Caminhara adiante, a ver se encontrava alguma coisa que lhe fosse útil. Nessa jornada, ele continuou prosseguindo em seu destino, assim como aquele jovem rapaz seguiu o seu…

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