Florescer

Florescer

“Ao ver que com muito esforço e dedicação suas ‘meninas’ estavam florescendo, Ana teve esperança em seu coração”.

O jardim de Ana se encontrava “sem vida”. As plantas estavam murchas e não havia mais flores. As borboletas também ali não mais voavam. O jardim estava entregue a própria sorte.

As pessoas que passavam em frente ao jardim, paravam e observavam indignadas. Os comentários eram dos mais diversos: – Não era esse aquele lindo jardim?… – A Ana cuidava tão bem dessas plantas… – Por que ela deixou-as nessa situação deprimente?!… Nesse mesmo período, a vida da moça passava por uma grande turbulência. Nos últimos tempos, havia feito escolhas erradas e tomado caminhos não condizentes ao seu estilo de vida. Sua situação estava um verdadeiro caos.

Certo dia, ela parou em frente ao jardim e fitou-o por um bom tempo. Lembrou-se de como suas plantas eram lindas, que proporcionavam flores com um aroma maravilhoso. Recordou também as borboletas, que faziam espetáculos na primavera. Ao vir à tona essas lembranças, Ana sussurrou: – Eu também estou assim como vocês. Nesse momento, lágrimas rolaram em seu rosto. Através do atual estado em que suas plantas se encontravam, ela percebera o quão sua vida também estava “sem vida”. – Preciso voltar a cuidas de vocês minhas meninas… Preciso voltar a cuidar de mim…, disse ela enxugando o rosto molhado.

No dia seguinte a moça acordou cedo. A primeira coisa que fez foi dar uma “geral” no jardim, removendo todas as folhas secas das plantas. Também cultivou a terra, e passou novamente a regá-lo com frequência. Ela sabia que seria um processo longo para que as “meninas” voltassem aos seus dias de glória. Mas ela seria persistente.

A jovem também precisava arrumar a bagunça que a sua vida se encontrava. “Não posso continuar agindo dessa forma”, pensava ela. E para isso, sabia que precisava dizer “não” a certas coisas. Embora o “não” fosse difícil de abdicar, seria necessário. E nada lhe impediria de alcançar a oportunidade que dera a si mesma, de poder agir diferente.

Ana continuou cuidando de seu jardim. Não desistiu. Passaram-se dias, semanas… Até que, certo dia, quando amanheceu, ela percebera que uma flor de uma de suas plantas estava nascendo. – Oh minha linda, que alegria você está me concedendo. Ela estava emocionada. Todo o esforço para reerguer o jardim valera a pena. Suas plantas estavam reagindo ao cuidado com que ela novamente passou a ter para com elas. E as borboletas voltaram a circular por aquele ambiente, embelezando-o com lindas “danças”.

Com isso, ao ver que com muito esforço e dedicação suas “meninas” estavam florescendo, Ana teve esperança em seu coração. Tinha certeza absoluta que uma novidade de vida estava para acontecer, como se uma nova chance de ser feliz lhe estava sendo confiada. Ao terminar de regar o jardim, a jovem ficou ali parada, contemplando-o. – Eu também florescerei – falou ela com uma forte convicção, estampando um lindo sorriso no rosto…

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