Efeito Colateral

Tinguá, Rio de Janeiro.

Ano 2045.

Sentado na cadeira de balanço da varanda, olho para o céu nebuloso e vejo um bando de aves em direção ao norte. Sabia que iria chover e sabia que, se continuasse ali, levaria um banho. Também sabia que minhas roupas precisavam ser tiradas do varal. Ignorei os fatos. Caguei pro tempo e para os afazeres. Costumo fazer isso. Foi o que me tornou famoso. Dei meu último trago e amassei o cigarro no cinzeiro. Soltei. Os pulmões murcharam, um vento frio me enlaçou… como se o mundo devolvesse a baforada na mesma moeda. A brisa estava forte, a fumaça que larguei colou nos meus olhos, saltou minha cabeça e seguiu o mesmo rumo das aves.

Mônica abriu a porta da cozinha logo após. Segurava o gravador numa mão e um copo de suco de laranja em outro. Sentou-se no banquinho de madeira de frente pra mim. Ela nervosa e eu tranquilo. Um estava a trabalho e o outro atoa. Ela observava os detalhes da casa com admiração. Tudo aqui é meu, conquistei com muito esforço: a varanda, a cozinha, a chácara, o sitío e até o suco de laranja. Era pra ser mais uma tarde de domingo curtindo o ócio, porém decidi recebe-la. Apesar de preferir a solidão, não a tratei mal, não agi de má vontade. Até que tê-la por perto era uma boa distração. Esperei que ela se acomodasse, passei os dedos na sobrancelha e amarrei meu cabelo. Ela cruzou as pernas e aí a coisa toda teve início;

  — Obrigada por me deixar usar seu banheiro. Dirigi uns treze quilômetros pelo interior até aqui no sítio. Estou um pouco ansiosa, nem dormi direito. No caminho pra cá, não parei em lugar nenhum.

Tudo bem, querida. Eu compreendo — Respondi — Aquele fusca amarelo é mesmo seu? — Perguntei.

É sim! Herança do meu pai.

É muito bem preservado e muito bonito. Uma dúvida: Você é alta, não se sente desconfortável nele?

Não, ele é personalizado o banco é confortável também, não tive muitos problemas.

Fico feliz por isso.

Podemos começar?

Por mim já começamos… acho que desde o momento em que você ligou e marcamos a entrevista.

Ual, sério? Obrigado por dar tanta importância. Confesso que não estou aqui só como jornalista, também sou grande fã do seu trabalho.

Eu que agradeço meu bem. E fico feliz em saber que meus rascunhos cativaram alguém.

Alguém? Não brinque assim, oras! Conquistou foi uma multidão ao redor do mundo. Hahaha!

— Obrigado pela parte que me toca. Bora lá, estou preparado.

Ok então, vamos dar início.

Ela pôs o gravador sobre uma pequena mesinha de ferro, ligou e começou com as perguntas:

  — Ok… Gravando! Meu nome é Mônica Garcia, jornalista da revista Peripécias. Hoje estarei entrevistando um dos maiores escritores brasileiros das últimas décadas: Alexandre Varella. Autor de best-sellers como: “Ana Beatriz e os Marcianos”, “Carpe Diem”, “Cactos do Ceará”, “Díspar” e “Por trás dos retratos – A vaidade no mundo virtual”. Boa tarde Sr. Varella. Obrigado por me receber. Mais uma vez: é um prazer conhece-lo.

  — O prazer é todo meu senhorita Mônica.

  — Sr. Varella, a ideia desse bate papo é conhecer um pouco mais da personalidade do homem que está por trás de obras tão grandiosas e premiadas. É unanime no mercado editorial brasileiro a ideia de que contos como os seus não são vistos nesse país desde os anos 80. Minha primeira pergunta é: o que te motiva? O que te inspira? De onde vem seus pensamentos e a força necessária para escrevê-los?

  — Bom, Mônica, eu sempre fui uma pessoa um tanto sensível. Sempre observei o mundo como um narrador de histórias. Desses que aparecem nos desenhos infantis antigos contando detalhes sobre os personagens, sabe? “Era uma vez a fulaninha X, que vivia na terra Y e conheceu o fulaninho Z” … Não sei se foi uma influência direta desses desenhos, mas desde moleque sinto como se assistisse o universo inteiro estando de fora dele. Eu sempre tive essa sensação. Quando assistia as animações, me identificava mais com os narradores do que com os personagens. Talvez tenha sido vítima daquilo que o filósofo Olavo de Carvalho definira como: paralaxe cognitiva. Só que isso não me fez tão mal assim. Acho que a minha sensibilidade de enxergar a vida das pessoas, o cotidiano e o desenvolvimento da sociedade, de maneira diferenciada, notando características que a maioria não percebe, foi o que me arrastou para o ofício da escrita. Entretanto… Bem, acho que no princípio escrevia porque não tinha ninguém para conversar sobre as minhas divagações mais profundas. Hoje isso ainda não melhorou muito. Apesar de receber dezenas de e-mails diários de pessoas tentando encontrar significados nos meus personagens, nas minhas poesias, etc.

Entendi. Então no seu modo de ver, sua inspiração, suas obras, seus pensamentos, são frutos da sua própria perspectiva diferenciada de analisar o mundo?

Exato! É algo natural pra mim, não é uma influência externa. Escrever é quase uma necessidade fisiológica, entende?

Ela sorriu e tomou mais um gole do suco.

Acho que já li a afirmação do Sr. Em algum lugar. Talvez em um dos contos.

Talvez… E olha, me trate por “você”, esqueça esse lance de “senhor”. Eu me sinto velho quando você usa esta tratativa.

Oras, hahaha! Tudo bem, tudo bem. Pode deixar.

Obrigado Mônica.

Continuando… A maioria das pessoas acham que você “explodiu” como escritor, quando escreveu um livro de contos dos quais cada um dos títulos possuía um nome de uma música da Legião Urbana.

Exatamente.

Depois desse episódio, representantes da banda lhe processaram, não foi?

Sim. Direitos e outros blá blá blás.

Pois é. Logo, dentro do contexto da primeira pergunta, posso interpretar que, nesse caso em especial, sua influência foi externa e não interna? Ou seja, foram as músicas da Legião que te levaram a escrever?

Olha… É uma boa pergunta. Mas a resposta é: não. Pra ser sincero, eu via e vejo as músicas apenas como plano de fundo. Eu escrevi os contos e passei a imagina-los como num filme. Fiquei refletindo sobre qual música se encaixaria melhor se tocasse por trás das melhores cenas de cada história. Como sou um grande fã da obra de Renato, usei sua discografia para causar essa fusão, entre narrativa e trilha sonora. No prefácio escrevi que cada conto deve ser lido ouvindo a música relacionada a ele. Isso vingou, claro. As pessoas gostaram. Não me recordo de outro brasileiro que tenha feito isso.

Bom, podemos concluir que as músicas eram a trilha sonora das histórias, ao invés das histórias serem frutos das composições?

Sim! Foi o que tentei alegar ao juiz. Mas mesmo assim fui processado.

Uma pena.

Um ódio! Isso sim.

Três meses depois, o Sr. Lançou o livro “Cactos do Ceará”, com a história do pobre e cego: Junior Jeca. O rapaz que podia pressentir as chuvas. Esse livro foi um sucesso no país inteiro e se tornará até novela no ano que vem.

Pois é. Fiquei sabendo disso. Hahaha — Brinquei.

Ficou? Sei. Hahahahaha.

Só uma pequena observação sobre esse personagem: ele não “pressentia” as chuvas. O fato é que, quando o tempo estava para mudar, a natureza o avisava de alguma forma e ele sentia um forte aperto no peito. Naquele contexto, naquela seca que o estado sofria, esse dom foi erradamente explorado por pessoas ruins e enfim… Todo o restante você conhece.

Sim, sim.

Mônica tomou mais um gole do suco. Minha gata: Milady, escalou o muro da varanda e ameaçou subir no meu colo, contudo meu despertador do relógio de pulso tocou no mesmo instante. Ela se assustou e se afastou. Mônica fez uma graça, porém foi ignorada pela bichana. Eu tentei desligar o som ridículo do despertador a todo custo – botões pequenos e dedos grandes… A somatória da desgraça. Consegui desligar, mas só depois de muito lutar.

O Sr. Possui alguma coisa marcada agora? — Perguntou-me a jornalista.

Reagi com um olhar de frieza, ela entendeu o recado e se retratou;

Perdão, “você”! E não “senhor”! Poxa, Eu sempre esqueço — Ela ficou com a bochecha corada.

Don’t worry, baby. ­— Retruquei.

Se importaria de me dizer o motivo do despertador?

Ah, isto? Bem, é uma longa história.

Tem a ver com seus remédios?

Sim. Com certeza.

Você foi considerado esquizofrênico em 2043, assim que voltou da Ásia. Conte-me um pouco sobre, por favor.

Veja… Eu discordo até hoje desse diagnóstico. Contudo preciso continuar com os remédios, é recomendação do meu principal patrocinador. Perdoe-me Mônica, não gosto de tocar nesse assunto.

Eu imagino.

Mas farei uma forcinha para responde-la o mínimo relacionado a isso; quando estava na Ásia, houve um atentado em Tóquio; bombas químicas, desespero total… mortos por todos os lados. Eu inalei um gás verde, desconhecido, que matou muita gente. Acho que inspirei o suficiente para derrubar uma manada de elefantes, só que consegui sobreviver. Depois de muita burocracia e política, retornei para o Brasil. Porém, depois desse trauma, acho que comecei a ver “coisas”. Aconteceu duas vezes e pra variar, em eventos públicos. A mídia me derrubou e perdi alguns contratos, porém as pílulas mantiveram a minha mente sã. Pelo menos até aqui.

Então o despertador… Ele tocou por que que está na hora de tomar o seu remédio?

Não exatamente.

Não?

Não. Eu não tomo os remédios a uma semana. Só me esqueci de desativar esse despertador. Tenho uma birra com os equipamentos da nossa geração.

Entendi… Uma dúvida; você deixou de tomar?

Sim! Estou convencido de que estou curado.

Sério?

Sério! E também as pílulas inibem meu imaginário, desde que comecei a toma-las produzi muito pouco. Agora, só nesses sete dias longe delas, consegui bolar um conto que será simplesmente espetacular!

Nossa! Conte-me mais sobre isso, dará uma notícia e tanto!

Sinto muito, mas por enquanto não poderei te adiantar nada. Faltam alguns detalhes, algumas pontas soltas… Personagens que ainda estão em fase de construção.

Hum…

Todavia que fique bem claro aqui que será um dos maiores contos brasileiros dos últimos tempos! Ainda bem que estamos gravando.

Olha Varella… Não sei o que dizer, estou curiosa.

Ela insistia em saber um pouco mais sobre o novo projeto, até que o meu caseiro Edmilson gritou do quintal, atrapalhando o nosso colóquio.

  — Chefe! O tempo vai fechar, quer que eu guarde a moto? — Questionou-me.

  — Edmilson! Agora não, você está nos atrapalhando! — Gritei.

 Ele me olhou com debique. Edmilson é um profissional de longa data. É calvo, anão e comediante nas horas vagas.

  — Perdão Mônica, será que você pode editar depois essa parte que gritei?

  — Claro! Sem problemas, isso é fácil.

  — A é? Então espera só mais um poucoEi, Edmilson!!

  — Sim chefe — Respondeu-me de longe.

  — Como vai o tempo aí em baixo? Hahahahaha.

  — Pergunte a sua bunda! Eu e ela temos a mesma distância do chão, sentimos a mesma temperatura.

  — Hahahahahaha! Que brincalhão.

 Mônica começou a gargalhar.

  — Certo querida, acho que podemos continuar. Onde paramos? — Disse.

  — Bom eu havia lhe perguntado se… Opa! Espera um pouco! Ah não! Que droga — Ela exclamou.

  — O que foi?

  — Droga! Droga!

  — O que foi? — Insisti.

  — Acho que o gravador estava desligado esse tempo todo.

  — O quê?! Caralho.

  — Sim. Tenho certeza que deixei esse treco ligado e gravando. Merda! Poxa, merda! Perdi tudo…

  — Bom…

  — Ninguém merece! Essas porcarias chinesas. Por isso preferia o meu antigo. Merda!

  — Olha, tenha calma. Não tem problema se passarmos mais alguns minutos do combinado. Não cobrarei nada a mais por isso. Não tenho muito o que fazer aqui, então acho que ficaremos numa boa.

 Ela arfou, irritou-se, quase chorou. Estava realmente chateada.

  — Eu agradeço Sr. Varella. Digo, Varella, apenas Varella. Obrigado pela sua compreensão e pelo seu tempo. É que tudo foi tão legal até agora. Repetir as mesmas perguntas e respostas tornará a coisa toda mecânica. Era tudo que eu não queria.

  — Que isso, de boa! — emendei — isso é o de menos. A gente se ajeita. Só tenha certeza de que realmente estamos sendo gravados agora.

  — Ok… Só um momentinho… Testando… Bom! Acho que agora está tudo certo. Podemos recomeçar — Disse-me.

  — Beleza.

  — Opa, antes do início, você se importa se eu pegar mais um pouco daquele suco de laranja? Está maravilhoso! Acho que não bebia um natural há décadas.

  — Por mim tudo bem, está na cozinha. Mas fique ai, eu vou buscar pra você.

  — Poxa, não precisa.

  — Querida, você é convidada na minha casa. Faço questão!

  — Então tudo bem, obrigada.

Levantei, peguei o copo de Mônica e caminhei em direção a cozinha. Abri a geladeira e tirei a jarra de suco. Quando a coloquei na mesa, vi que minha caixa de remédios estava sobre ela. Aberta e remexida.  Assustei-me, tinha certeza de que não os havia tomado, contudo me sentia culpado dela estar ali, embora não me recordasse de tê-la colocado, ou mesmo de ter tomado qualquer um deles. Fechei a caixa e guardei. Enchi o copo da moça e caminhei de volta pra varanda. Quando abri a porta, deixei minha sinceridade falar pelos cotovelos;

  — Sabe, uma coisa que não te contei quando falei sobre o tempo. O dom que Júnior Jeca tinha… Eu não inventei aquilo do nada. Minha falecida mãe tinha esse mesmo dom; desde pequena ela sabia quando iria chover, pois sentia um aperto no peito desde o momento em que acordava. Quando isso acontecia, sabíamos que precisaríamos nos preparar para a chuva e realmente acontecia! Ela descia, fatalmente descia. Confesso que herdei esse dom e confesso também que senti este aperto hoje mais cedo. Acho que seria legal continuarmos nosso bate papo na sala, pois o vento costuma trazer a tempestade até a varanda… Eu não vejo problema, mas acho que seu cabelo iria para o espaço Mônica.

Mônica?

Mônica?

Ela não estava mais ali.

  — Opa, querida. Onde você se escondeu? — Não havia sinal, nem dela e nem do gravador.

 Olhei tudo ao redor, tinha certeza que ela não entrou na casa. Minha porta velha range quando aberta, eu teria ouvido. Achei que ela pudesse ter pulado o muro e ido pro quintal, então sai a sua procura.

  — Mônica? Mônica! — Gritei enquanto caminhava ao redor do sítio.

  — Que porra é essa agora patrão? — perguntou Edmilson.

  — Baixinho, cadê a jornalista? Não estou encontrando nem ela, nem o carro dela.

  — Que jornalista? Que carro?

  — Diabos, pare com as brincadeiras! Tô falando sério. A garota que estava comigo até agora na varanda. Alta, morena, cabelo liso, pintas no rosto, cheque com mais de três casas. Veio num Fusca amarelo.

  — Fusca amarelo?

  — É! Você tá surdo agora? Vou ter que me ajoelhar para que a voz chegue aos seus ouvidos?

  — Hahahahahaha! Varella, ninguém entrou aqui hoje num Fusca amarelo. Meu pai tinha três fuscas, doutor, acredite, sendo alto ou não, se eu ouvisse um fusca, saberia.

  — Como é? Como assim?

— Pois é! Não entrou ninguém! O Sr. Abriu a porteira do sítio e veio falando sozinho do portão até a chácara. Depois, preparou um suco e ficou tomando na varanda, falando com algum amigo imaginário. Fiquei preocupado, mas resolvi não falar nada. Vai que é alguma nova inspiração, algum devaneio para um novo livro ou qualquer outra viadagem do tipo. Né?

 Fiquei calado, era inaceitável aceitar que fantasiei aquilo tudo.

  — Então, doutor. Vai chover! Posso fechar a porteira e guardar a moto? — Perguntou Edmilson.

  — Sim… Sim, meu amigo. Obrigado, baixinho.

  — Pelo quê?

  — Pela sua lealdade. Você é importante pra mim.

  — Ok chefe, aceito o elogio, mas sou macho, tá?

  Olhei para o céu e sorri.

  — Tá!

  — Uma perguntinha, o Sr. Tomou seus remédios hoje?

  — Não.

  — Talvez seja este o motivo dessa confusão toda.

  — Deve ser.

Edmilson foi até o portão e eu andei até o varal para recolher as roupas. Joguei tudo no sofá da sala e acendi um cigarro. Começou a chover posteriormente. O silêncio tomou conta de tudo, ouvia-se apenas as gotas no telhado e o barulho do relógio de parede. Foi assim por minutos, até alguém bater na porta.

  — Está aberta Edmilson.

As batidas continuaram, ficaram mais fortes. Então olhei para a porta e percebi que não era Edmilson do outro lado.

  — Sr. Varella, Sr Varella. Essa chuva vai acabar com meu cabelo! — Gritou Mônica.

Fiquei amedrontado. Cocei os olhos, forcei a vista, mas de nada adiantou. Ela continuava lá, me olhando, esperando-me.

  — Porra! Saia daqui! — Berrei.

Corri até a mesa, peguei três pílulas na caixa e joguei na boca. Virei o copo de suco em seguida e sentei no chão da cozinha.

O tic-tac do relógio ficou cada vez mais alto e mais alto, até que sobrepôs a voz dela e o som da chuva. Com isso, o tempo passou, mas não contei. Voltei a olhar para a porta e ela não estava mais lá. Edmilson entrou na cozinha através da sala, salpicado de chuva.

  — O que houve? Está tudo bem chefe?

  — Es…tá. está… Está sim.

  — Certeza.

— É…

— Tem algo que eu possa fazer pelo senhor?

— Na verdade, tem sim meu companheiro. Acho que já sei qual será meu novo conto. Já tenho até o nome da personagem principal.

  — Jura?

  — Sim. Mas para que tudo ocorra bem, preciso te pedir um favor.

  — Qualquer coisa, chefe! Pode pedir.

  — Ok. Puxe uma cadeira e me conte tudo que souber sobre fuscas…

Edmilson sentou e começou a falar. Eu já conseguia imaginar a capa do meu novo livro e o sucesso que ele iria ter. A chuva ficou mais forte e eu peguei no sono.

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