Instável

Acorda de manhã sentindo os seus ossos lhe espetando. O espírito desconfortável em seu próprio corpo. Incomodada toma um banho, escova os dentes, tenta se limpar, tenta se adaptar.
O mundo girando cada vez mais lento em contraste com o tempo que parece voar como borboletas despreocupadas que acabam de sair do casulo e voam radiantes pelo céu.
Em uma tentativa frustrada começa a sorrir, sem motivo para isso a alma se desentende com o corpo, a mente assopra que não há razão para que o risório se contraia, que não há serotonina suficiente no sangue. Em um embate entre ela e ela, choca-se contra si. O motivo pouco importa, o produto final da reação, independente da regra que se segue sempre é o mesmo: ninguém vai matar as malditas borboletas para você. No seu mundo, menininha, é sempre no seu estômago que elas apodrecem, e você as vomita logo após por excesso de paracetamol e Zolpidem. E esse é o seu xeque-mate. Você balanceia a equação sempre adicionando “alguns reagentes extras na mistura”, e não é uma girl power que sai disso. É você. E você chora em algumas noites, dorme mal e tem dificuldades para se levantar de manhã. Townsville está em perigo, e você tem apenas você. Salve-a, salve a si mesma.

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