Gipsy

Caminhou do trem para a cidade,

De uma beleza que envergonha até flores,

E de olhos que pluralizam qualidades.

Seu carinho, clandestino, é violeta,

Tens leveza, tens requinte, velados em seda,

Com uma boca que gaba e afaga,

Quem é ela que enfurece as solteiras?

Que desperta o ciúme das casadas?

 

Caminhou pelas ruas da cidade,

Os homens, tão dispostos a ajudar,

As damas interpretam como achaque,

Desdenhadas berram;

“Rapariga aqui não anda!

Rapariga aqui não vai durar!”

Mas a ádvena é bela, versada e plena,

Todos fantasiam os paradeiros da morena

Fim do dia ela regressa cintilante,

Duma ternura tal, de gaguejar

Voltou a salva no trem da tarde

 

Oxalá!

Oxalá!

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