Das agudezas da vida

 

Às vezes eu acho que tudo não passa de sonho. Acho que faço drama pra chamar atenção, mas eu odeio ser o centro das atenções. Eu não queria ser essa confusão, mas eu sou – e não tá tudo bem. Tudo parece tão insignificante.

Tem horas que eu desejo sumir, então leio todos os poemas e textos que já me fizeram chorar um dia. Eu me derramou em lágrimas e esqueço os motivos pelos quais eu queria sumir. Então a vontade de sumir vai embora e surge a vontade de fazer coisas pelas quais tenho vontade de ficar  e ter força e coragem pra não querer sumir – pelo menos por um tempo.

De vez em quando – ultimamente quase sempre – eu me sinto sufocada. Eu não consigo ou escrever ou ler, e tudo é entediante. Às vezes eu me sinto inútil e confusa e triste demais. E é péssimo me sentir caminhando pra trás enquanto todo mundo segue em frente. Eu sei que eu não devia, mas eu me sinto péssima por nunca saber o que quero e por sempre cometer os mesmos erros. Eu me sinto péssima por não sentir vontade de fazer as coisas. Eu me sinto péssima por me sentir péssima.

Tem dias em que me sinto tão cansada. Sabe, eu fiquei deitada o dia inteiro e mesmo assim me sinto cansada. Queria que as coisas fossem menos. A dor pesa, talvez por isso eu esteja tão cansada. A dor física pode ser ruim, mas a dor que a gente sente quando não sabe quem se é; a dor que a gente sente no âmago da alma ou o não sentir nada – não saber o porquê sente – é tão ou mais pesado que a dor física.

Choro ao ler “700 palavras” da Débora Arruda. Eu reli inúmeras vezes na tentativa – falha – de descobrir o que aquele texto tem que me faz chorar. Deve ser a delicadeza com que ela escreveu, a sensibilidade…

Me sinto cada dia mais incompleta . À margem de mim. É como se eu estivesse me perdendo em mim mesma ou como se eu não soubesse mais ser eu – acho que nunca soube. Mas isso vai passar, não vai? Sabe, a dor “invisível” não é menor que a dor física. Um dia a gente vai aprender a lidar com isso;

4 comentários em “Das agudezas da vida

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  1. Cara Janielle, me vi voce, em senti em vc. Não sei me definir, não sei quem eu sou, mas aos poucos vou me descobrindo e me achando e tentando achar que dor é essa que dói sem magoar. Mas como diria Cassia Eller: “Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher…” Força, não desista nunca!

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