Poucas linhas

Querida,

Perdoe o sumiço. Tenho andado com preguiça de tudo. Hoje despertei e resolvi te escrever. As cartas salvam pessoas – quem as lê e quem as escreve. Não tenho muita coisa pra contar. Fiquei vegetando em minha cama por sei lá quantos dias. Mal percebo o tempo passar. Lá fora chove. Eu queria tomar banho de chuva. Quem sabe a água que cai lá de cima seja capaz de levar toda essa preguiça e esse vazio. Que besteira, não é?! Eu também queria escrever um poema sobre esse dia cinzento, triste; sobre esse vazio (?) existencial.

Não tomei banho de chuva nem escrevi um poema. Quem sabe amanhã… As cartas salvam pessoas. Perdoe as poucas linhas. Me escreve e conversa comigo sobre qualquer assunto – literatura, séries, filmes, a guerra na Síria, a pobreza no nosso país… – quem sabe eu me animo e na próxima te escrevo algo mais profundo – eu acho.

Ah, eu tô bem! Só tô meio perdida… É outono! Sabe o que acontece com as árvores no outono, não é? Acho que eu tô me sentindo uma árvore. Talvez eu não esteja tão perdida assim. Desculpa! Não vou mais enrolar, chega de te encher com minhas divagações. Me escreve!

 

G.

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