Sem norte

Nesse porto muitos chegam, mas todos vão

Na solidão o marinheiro controla o navio

Deixando-se à deriva

E em perigo

 

Nesse porto não há abrigo

Quem chega sempre está perdido

E como uma aparição

Vai-se embora

Deixando ao relento o marinheiro

Que acostumou-se a navegar no vão

E sempre voltar ao porto sem arrimo

 

O marinheiro é o próprio ermo

Lugar desabitado

O diferente que encanta

E que o costume desencanta

O amor que é despedido

Quando um novo amor é empregado

 

O marinheiro não tem câmera para fotografar os golfinhos

Não tem norte

Não tem sorte

Ao olhar a agua tão límpida do mar

Ele sente vontade de se entregar

Afogar-se no azul anil cor de horizonte distante

No verde cor de trevo de quatro folhas

No infinito finito

E por fim ao seu destino improvisado

Que ele acredita nunca ter começado

 

 

 

 

 

 

3 comentários em “Sem norte

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  1. ๑•ิ.•ั๑
    … prazer em ler a sua escrita meditada, que conduz o leitor e o faz entrever como as palavras são um bem precioso se bem manejadas.
    Sigo navegando nesse imenso mar azul… sem bússola nem hora de chegada.
    Beijo de chocolate e muito mais amor e paz!!◕‿-。

    Curtido por 1 pessoa

    1. O prazer é todo meu em ler o seu comentário, muito obrigada, fico imensamente feliz com a sua percepção! Sigamos sendo navegantes desse imenso mar azul. Amor e paz sempre, beijos!

      Curtir

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