Previsivelmente imprevisível

Depois que largamos o expediente e trancamos a empresa, caminhamos até a esquina da rua e sentamos na mesa de um bar. Era o único bar em três quarteirões, nosso point certo de todas as sextas-feiras. Não ficamos dentro do bar, pegamos uma mesa na calçada. Era a trupe de sempre: eu, Joana, Alexandre, Eduardo, Renato e Erica. Ao sentar o Eduardo (ou Dudu, para os íntimos) quase quebrou a cadeira. “Calma ai cacete! Mal chegamos e tu já quer tirar dinheiro da minha carteira?”, disse Alexandre, nosso patrão. Todos gargalhamos e, em seguida, a Joana pegou o menu. Era uma tarde ensolarada, horário de verão. Estava um pouco abafado, mas corria vento entre as folhas das árvores mais altas. Um pagode dos anos 90 tocava ao fundo, abafava as sirenes presentes em algum lugar ali perto. O Flamengo iria jogar dentro de algumas horas, na mesa ao lado alguém falava mal da Dilma. Num período entre trinta a quarenta segundos após nos ajeitarmos ali, todos juntos começaram a mexer no celular. Uma espécie de hábito ou ritual inconsciente. Joana largou o cardápio, Renato pegou, mas jogou na mesa em seguida. Alexandre abriu o aplicativo da câmera, cutucou Joana (ou Jô, para os íntimos). Eles tiraram uma foto. O celular de Eduardo tocou em seguida, “Ih fudeu! Minha mulher, pessoal. Ela não pode saber que tô aqui. Calma ai, povão; Já volto”, disse. Em seguida se levantou e se afastou do bar, ele gesticulava bastante enquanto falava ao telefone. Eu estava sentado na ponta da mesa, Alexandre na ponta oposta. Erica estava a minha esquerda, Renato a direita. Dudu a direita de Renato e Joana a esquerda de Erica. Eu também cai no vezo de me envolver no celular, estava olhando o Facebook até Erica colocar a mão direita no meu braço. Ela tem uma pegada leve, poderia ser massagista e ganhar muito dinheiro nisso, entretanto se formou em administração e passava o dia organizando documentos do arquivo. Vivemos numa era onde as pessoas são felizes exercendo aquilo que gostam e não aquilo que são geneticamente propensos a fazer. Seria o tipo de atitude passível de banimento nas tribos pré-históricas, talvez. Atualmente é algo bonito de se ver, demonstra liberdade. Todavia no caso dela, em especial, eu realmente acho que ninguém com a mente sã gostaria de trabalhar em meio ao stress dos arquivos. Reparei nos seus dedos, notei que ela estava sem a costumeira aliança. Foi uma sacada rápida, logo subi o olhar e ficamos encarando um ao outro. Ela só queria me passar o cardápio, porém seu corpo estava falando ao meu corpo que aquele ato significava alguma coisa subentendida. Era isso ou, quem sabe, só fui abalado pelo seu dom natural.

Anda! Escolhe ai, Marcus – Ela disse me passando o menu. Peguei a folha plastificada, dei uma leve lobrigada e respondi.

Acho que deveríamos pedir uma porção de gurjão. Aquele maldito molho é delicioso! – Disse olhando para a imagem das iscas de frango.

Porra! Eu te passei pra escolher algo para bebermos. Você só pensa em comer, Marcus. E comer só frango, infelizmente… – Respondeu Erica.

Todo mundo riu e o garçom chegou. Alexandre não deixou ninguém falar, assumiu o lance. Ninguém teve a ousadia de sair pedindo, até porque ele insistiu o dia inteiro que iria pagar a conta. Quem paga a conta exerce também um direito de superioridade moral não esclarecido sobre todos os demais elementos da mesa. Qualquer um que bebe sabe bem disso, um axioma esclarecido. Ninguém assume em português claro porque é desnecessário.

Traz ai duas garrafas de litrão, meu amigo. E já prepara uma porção daquelas iscas de frango também, por favor. O rapaz ali está morrendo de fome – pediu sorrindo e apontando o indicador pra mim. Alexandre andava com um relógio folheado a ouro, o brilho do sol refletia na peça em seu pulso, fato que doía a vista. Fui obrigado a baixar a cabeça.

Ah, pede um copo de caipirinha pra mim, chefe. Por favor – Disse Erica.

Claro, meu bem – ele respondeu.

Ela bateu palmas. Renato ainda estava no celular, rindo de um vídeo com cangurus. Jô estava debochando de mim e citando fatos isolados do trabalho. Dudu já havia acabado a ligação e caminhava de volta pra mesa. “Consegui duas horas, pô!”, disse feliz. “É isso ai! Mostra quem usa calças naquela casa”, rebateu Alexandre. A bebida não demorou a chegar, o garçom colocou a garrafa na camisinha e tirou a tampa. Agradecemos e logo após, eu servi todo mundo. Começamos a conversar enquanto virávamos os copos. Papeamos sobre o trabalho, o humor dos clientes, futebol, política, contas, filhos, dinheiro… Enfim. De tudo um pouco. Diferente da cerveja, o gurjão chegou quase meia hora depois. Já havíamos tomados pelo menos umas quatro garrafas. “Desculpa o atraso chefe, tivemos um probleminha na cozinha”, disse o garçom sorrindo. Ele era baixo, estava com o cabelo bagunçado e suava bastante. Não era muito bonito, nem muito feio, parecia ser descendente de chilenos. Alexandre fez um sinal de positivo com a mão e piscou o olho esquerdo, prontamente pegou o molho de pimenta e esperou o chileno terminar de distribuir os talheres. Erica olhou para a porção e passou a língua nos lábios. O garçom saiu.

Essa lentidão deve ser alguma tática para bebermos mais cerveja – Disse Renato.

Ah, que se dane – falei. – Vou tomar só algumas pessoal, tenho que passar no caixa eletrônico e pagar uma conta.

Pelo amor de Buda, irmão. Deixa de ser tão certinho – Disse Dudu.

É isso mesmo rapaz, olha pra mesa; o seu frango chegou. E ele parece estar delicioso! – disse Erica, em seguida pegou o primeiro pedaço, passou no molho rosé e comeu.

Achei que o esfomeado aqui era eu – disse virando meu copo.

Ah, cala a boca Marcus. Esse negócio está ótimo – respondeu.

Joana pegou em seguida;

É gostosinho, mas o meu sai bem melhor – disse.

E desde quando você faz petiscos, Jô? – Perguntou Dudu.

Meus pais foram donos de bar por uns 10 anos. Cresci brincando com as garrafas vazias. Aprendi a fazer muita coisa – respondeu mastigando.

Alexandre se intrometeu;

Ou, Dudu. Você já está muito gordo! Joana, não liga pra esse cara não. Se você ficar citando seus dotes ele te fará levar um prato desses toda semana – disse batendo na mesa. Era mania dele gozar o pessoal.

Faça isso, todo mundo sairá ganhando – falei.

Alexandre deixou um pouco de molho de pimenta cair na blusa, pegou uns guardanapos e ficou limpando.

É uma pena não podermos beber também no expediente em, chefia – brincou Renato.

Não provoquem, não provoquem – disse Alexandre, abrindo os braços. A mancha ficou pequena, próxima ao bico de seu peito. Logo após, com motivos aparentemente premeditados, voltou suas atenções para Jô e soltou uma frase tão apimentada quanto seu molho – Joana, agora que eu já sei que tu manda bem com isso, quando é que você vai me chamar pra comer um negocinho lá na sua casa, hein?

Jô estava tomando sua cerveja e travou ao ouvir isso, claramente estava sem graça. Erica virou seu copo, eu também tomei uma golada. Todos os nossos olhares se fixaram no rosto de Joana. Evidentemente nosso chefe pretendia traça-la, eu já sabia que não era de hoje. Joana tinha só vinte anos, estava solteira. Ela é negra, cabelo estilo black-power. Olhos castanhos, corpo de modelo. Fingíamos que era a bebida falando mais alto e levamos na brincadeira. Renato me cutucou com uma joelhada. Era um sinal, ele também sacou a indireta tanto quanto eu. Aliás, até um cego sacaria. A cerveja tem esse dom de fazer as pessoas esticarem a linha da vergonha um pouco mais à esquerda. O paladar fica amargo, sabemos, porém não é só isso, ele também fica sacana. Quando Alexandre fez a pergunta delicada, os olhos da Erica saltaram como pingue-pongue. Primeiro a olhada bateu no Alexandre e sua ousadia, depois no carão da Jô. Em seguida seu olhar retornou, como a bolinha quando rebatida e travou no meu rosto. Eu também sorria para Joana e fingi não perceber sua espreita ao meu lado, mas estava me fazendo de bobo. Interpretei aquilo como uma mensagem do tipo “Ou, se liga! A pergunta dele também vale pra você”.

Bem… Aparece lá a qualquer dia desses – Respondeu Joana, bem baixinho. Ela ainda não tinha bebido o suficiente.

Que tal hoje? – o patrão retrucou.

Ual. Então…

Enquanto ela ensaiava a fala, Alexandre já havia preparado outra indireta; ele tinha muitas no bolso. Um cidadão de quarenta e cinco anos, de boa aparência, barba no tom grisalho. Pai de família, sindicalista, três carros na garagem, casa em Araruama. Paga hora extra e concede aumento anual. Um homem desses é um perigo perto de uma menina bêbada que ainda não sabe ao certo o que quer da vida. A próxima indireta talvez fosse fatal, contudo o destino agiu primeiro e um cara encostou na mesa, bem entre ele e a Jô, colocando um pedaço de papel com alguns amendoins, era um vendedor de rua. Ele disse seu preço e o argumento recheado de molejo ajudou a quebrar o clima.

Sacanagem o Neymar ter se machucado, hein! – Disse Renato assim que o vendedor saiu. Ele voltou a ficar vidrado no celular.

Pois é – Respondeu Jô.

Acho que a gente não ganha essa copa – disse Erica.

Eduardo estava comendo todos os amendoins de amostra e depois comprou outros quatro pacotes quando o vendedor voltou.

Vou mijar! – Disse ao pessoal.

Levantei, entrei no bar e caminhei até o banheiro. No caminho meu celular vibrou, ignorei. Entrei no banheiro sujo, fiz minha higiene. Voltei secando as mãos na blusa, pois não havia papel. Em seguida, peguei o celular. Era uma mensagem da Mariana. Não era minha namorada, muito menos uma grande amiga. Era só alguém que eu estava conhecendo há semanas. Alguém que havia me tocado de um jeito meio melodramático, mas eu me importava, queria apostar, queria não perder isso. Eu já estava com vinte e cinco anos e nunca havia amado ninguém de verdade. Enxergava nela esses degraus, possivelmente, na melhor das hipóteses, conseguiria ama-la um dia.

O pagode acabou e começou a tocar algumas montagens envolvendo eletrônica e funk. A tarde estava indo embora e a noite nascendo. Eu estava plantado em frente a porta do banheiro masculino respondendo a Mari, minha espécie de “Crush”. Mais cedo, tive a ideia de chama-la pra tomar açaí, ela não havia respondido a mensagem. Respondeu agora, atrasada, bem atrasada. E, pra variar, denegando meu pedido de outrora. Segundo ela, teria que ir pra igreja e não poderia me encontrar. “Eu estou com meus amigos”, digitei. “Vou chegar no bairro tarde, acho que no horário de termino do seu culto, ainda poderemos tomar essa iguaria do norte. Hahaha. Quer dizer, se você quiser né.”, conclui. Ela mandou alguns emoticons de risadas e corações. Logo depois respondeu aceitando o convite. Quase dei um pulinho de alegria, havia estampado um sorrido idiota no rosto. Daí desliguei a tela do celular e, ao olhar pra frente, dei de cara com a Erica.

Oi – Ela disse.

Oi – Respondi e fechei o sorriso.

Gostou do que leu? Tem algo marcado pra logo mais?

Não – Falei já colocando o celular no bolso.

Sei. Então… eu também não tenho.

Que bom. É bom que você descansa.

Não quero descansar.

Ah, não? Porra. Mexer com contratos o dia todo, é tedioso.

Você acha?

Sim.

Estou acostumada… Olha, tenho uma pergunta.

Diga.

– Tu não tá a fim de ir lá pra casa?

O que? Você mora longe, baby. Na Zona Sul, eu sou baixada. Não rola.

Hoje é sexta, cara. Por favor! Volte pra casa amanhã. Tem medo de dormir no mesmo lugar que Eu?

Ah, é, bem, então, quer dizer… Acho que não – Cocei a cabeça.

Você sabe que aluguei um apê novo em Botafogo, certo? Tu ainda não me visitou, seu fujão!

É. A vida anda meio corrida, você sabe. Faculdade, família, etc.

Não, não sei. Você é solteiro até onde me lembro, não tem muito com o que se preocupar – Erica falou e logo em seguida olhou em direção a mesa. Percebeu que o resto da galera não havia prestado atenção em nós dois. Então ela continuou e soltou a personalização daquilo que já era fruto da minha desconfiança desde cedo. Ela colocou uma das mãos na cintura e mandou;

Por que você está me ignorando Marcus? Por acaso te fiz alguma coisa de errado?

Não – Respondi.

Então o que é? Você me acha feia? Eu tenho bafo? Sou grossa?

Não! Céus! Óbvio que não, Erica.

Eu estou te dando mole Marcus, tô na sua há pelo menos três meses. Desde que entrei na empresa. Porra, tu não percebe, nunca se toca. Só falta esfregar na sua cara…

Eu me toquei sim… – Erica é uma loira maravilhosa, de um metro e oitenta e olhos verdes. De salto, fica inalcançável. Impossível não percebe-la.

É mesmo? – Ela cruzou os braços.

Sim. E digo mais: desculpa, mas sou eu que não quero nada contigo. Não é nada pessoal, ok? Você só não faz o meu tipo. Estava esperando o momento certo pra dizer isso.

MOMENTO CERTO? – Ela gritou. Por Deus, a musica abafou.

Fala baixo – pedi.

Não me diga o que fazer… – Replicou.

Um silêncio pairou no ar, coincidiu com o fim de uma faixa das músicas. Um velho a cutucou, queria entrar no banheiro. Ele passou por ela, eu sai da frente e abri passagem para o cara, ele parecia que iria explodir. Seguidamente caminhei em direção a mesa. O espaço era estreito, Erica ficou de lado, ainda me encarando. Eu passei e, quando estava a um metro na frente, ela me pegou e me jogou na pilastra que dividia o corredor dos sanitários com o restante do bar. E, logo após, me roubou um beijo. Um bêbado que estava dançando Anitta no meio das mesas de sinuca assistiu, apontou e me zombou. Confesso que ela me pegou de boca aberta, confesso também que retribui os dois primeiros avanços da sua língua. Como disse: a cerveja deixa um gosto amargo, mas quem tem talento sabe fazer gostoso, tão gostoso que até esse ponto é ignorado. O terceiro avanço eu bloqueei, o quarto também. O quinto foi só um selinho, o sexto ela errou, porque eu havia colocado minha mão esquerda em seu ombro e afastado seu corpo. Ela abriu um sorriso num tom de escarnio, em seguida começou a limpar o batom manchado no canto da boca. Eu de negro fiquei branco, quiçá roxo. Ninguém havia me beijado de surpresa durante toda minha vida. Era uma sensação esquisita, sentia-me violado, mas a minha masculinidade alertava uma violação positiva – era como se eu tivesse andado desde a adolescência com uma placa na testa dizendo: “Abusem de mim!”. Isso fazia com que, no meu cérebro, a atitude dela soasse não como uma espécie de crime, mas sim uma saciação infantil que jamais fora realizada. Queria sentir ódio, mas não senti. A ausência da raiva me corroeu, fiquei puto comigo mesmo. Sai dali, sem olhar pra trás.

Cheguei até a mesa e o Renato estava contando alguma piada, ela era bom nisso. Jô já estava um pouquinho mais solta, havia encostado a cabeça no ombro de Alexandre. Eu peguei minha mochila, abri a carteira e joguei uma nota de vinte na mesa.

Vou embora! – disse ao pessoal. Ninguém entendeu nada.

Que isso mano, não vai me esperar? Eu também vou de trem – falou Eduardo, ele estava limpando os óculos, fez uma cara de perplexidade.

Alexandre olhava em direção ao interior do bar, procurava pela Erica. Ele parecia ter sacado alguma coisa. Ela não voltou comigo, provavelmente foi até o banheiro retocar o batom.

Fica tranquilo, Dudu. Houve uma mudança de planos. Vou pra outro lugar – respondi.

Caralho, finalmente vai traçar alguém, campeão? – Perguntou Renato.

É. Isso ai, quem sabe. Tchau! – sai balançando a mão.

Tchau Marquinhos, até segunda – Respondeu Jô. Só ela se despediu de mim.

Sai dali, peguei um ônibus direto para o bairro. O trânsito estava puxado, cheguei uma hora e meia depois. Desci em frente à praça principal e segui pra casa. A viagem serviu de reflexão, eu não havia tocado no celular durante todo aquele tempo. Um cara sincronizou o tablet no jogo do Flamengo e o fundo do ônibus inteiro se distraiu com a partida, eu fui um deles. Sair do bar mais cedo me fez chegar mais cedo, consequentemente não havia ainda acabado o culto de Mariana. A igreja ficava na esquina da minha rua. Quando passei por perto, vi que ela estava na entrada principal. Mari usava um vestido azul, estava linda, radiante. Com um cabelo encaracolado, grande, de lado, maravilhoso. Segurava uma prancheta na mão e estava louvando, na mesma intensidade que todos os demais sentados lá dentro. Quando me viu, ficou surpresa. Tão surpresa quanto eu mediante sua beleza. Estava a cinco metros dela, seguindo na outra calçada. Ela ficou feliz ao me ver, fez um sinal com as mãos. Caminhou em direção a portaria da igreja, eu fiquei nervoso e acelerei o passo. Desviei o olhar de seu rosto e segui adiante, sem dar nenhuma atenção. Ela percebeu minha ignorância, ficou um tanto espantada, porém não disse nada. Eu também não. A coisa toda aconteceu assim, nessa mudez, nesse drama. Quando alcancei meu portão, soltei um grito seguido de um palavrão. Dei um soco no muro, depois me encostei e fiquei suspirando. Olhei para as estrelas e arrotei. O gosto da cerveja ainda estava na minha boca. Acabei de perder meu primeiro encontro com uma das pessoas mais legais que já conheci. “Ela não merece um primeiro abraço e um primeiro beijo envolto nesse cheiro”, murmurei. Entrei em casa e nem pensei no banho, fui direto para o quarto. Só queria dormir culpando a cerveja, entretanto a verdade é que temi pelo pior, por não ser bom o bastante, por valer cobre e não ouro. Por retribuir seu carinho puro e sincero, com um semblante baleado por rastros de molho e batom. Em parte era culpado por tudo isso, pus na cabeça que não a merecia. Ao deitar, lembrei que não havia pagado a conta de luz. Depois disso, apaguei…

 

 

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