Ana Carolina

As suas mãos brancas abrindo uma cartela branca

A sua pele branca colidindo com o meu mundo pardo

Você tão cheia de nada e de coisas simples que me eram tão significantes

A sua voz calma em um tom tranquilizante

Quando lembro de você

Lembro-me das nossas lacunas vazias que jamais serão preenchidas

Dos nossos sorrisos tímidos

e do nosso humor habitual de um dia

Quando lembro de você

Daquela nossa conversa no ônibus lotado

Nossos ouvidos ouvindo as conversas do lado

e do riso mesmo sem ter ouvido nada engraçado

Lembro-me sobretudo de mim, quando a memória me ataca com a sua lembrança

e de toda significância que teve ao ter amado

Quando amei você

Deixei de ser quem eu habituara

Amando-te apaixonei-me por cabelos longos pretos e cacheados

Mesmo que sempre estejam presos em um coque desajeitado

Amando-te conheci outras lentes além das dos meus contatos

Corri (com uma garrafa de água mineral na mão)

Cai em tuas mãos

Foi a minha perdição…

7 comentários em “Ana Carolina

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