Egressos

Eu sempre quis que tudo ficasse perto de mim. Perder nunca foi o meu objetivo e acho que não é o de ninguém. Eu aprendi, porém, que nada é nosso. Nada permanece preso a nós por tempo indeterminado. Se você perde um brinco na rodoviária da sua cidade não adianta procurá-lo todas as vezes em que estiver lá, pois ele já se foi. Pessoas, plantas, animais e objetos se vão. Cada coisa tem a sua direção e demonstramos maturidade quando conseguimos encarar lúcidos a partida. Às vezes dói, porque com o tempo começamos a acreditar que enfim temos algo, mas o tempo também nos ensina que assim como o universo as nossas “posses” estão em constante movimento. A partida nem sempre significa que fomos trocados, abandonados, ou até mesmo que perdemos. Ela é apenas uma prova de que nada nos pertence.

A vida tem curvas que nem sempre são bonitas.

Eu percebi que preciso aprender a perder e isso será fundamental para que eu cresça. Podemos adquirir, mas não podemos reter. Começo a descortinar a beleza que existe no fluir das coisas, nas transformações e mutações que ocorrem com os nossos “pertences”.

Não podemos aprisionar, ou nos aprisionar a nada e nem a ninguém. Devemos permanecer quando nos sentimos bem e fazermos bem para o que for que seja escolha permanecer em nós.

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