Caos

Fujo desesperada

E em igual desespero

Encontro-me procurando o caminho de volta pra casa

A casa está sempre mal organizada

As velhas gavetas sempre emperradas

O tapete da sala coberto de pelos de gatos

E os gatos estão sempre gordos e desajeitados

 

Eu

Estou sempre perdidamente apaixonada

Pelo motorista do ônibus ou pelos calangos da praça

Minha órbita está desalinhada…

E quem me dera eu poder alinha-la!

E transformar em arco-íris essas cores oscilantes

Que embaralham a minha mente,

E em cada segundo,

Em cada instante,

Fazem-me enxergar tudo em tons AN-GUS-TI-AN-TES.

 

4 comentários em “Caos

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    1. Que bom que gosta, Natanael! Muito obrigada!
      Outro dia eu voltei no tempo, e inclusive ontem li novamente, (rs) aquele seu poema “fugir de mim”, acho ele incrível! Posso dizer que se tornou um dos meus preferidos, acredite! É aquele tipo de coisa que pensamos “como eu gostaria de ter escrito isso!” Rs
      Já havia lido ele antes, mas agora me parece fazer tanto sentindo, mas tanto sentido… que acho melhor até parar de falar!

      Curtir

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