Antes que o café esfrie

Instantes

 

Somos apenas instantes, fagulhas do tempo, rios perenes, mares infindáveis… somos o que é passageiro, somos o que vai e não volta mais… somos o que fica quando todos dizem adeus…Nós somos o agora e o que deixou de ser. Somos o futuro que espreita o passado… fogo e o vento, o sereno e o gelo em uma mata seca… Somos o nada que beira o tudo… Somos o sertão que enamora a chuva, o tempo que abraça o espaço… Somos o medo, somos a covardia de não ter beijado quem deveríamos… Somos humanos, ah belos humanos que feios humanos… O tempo que é curto, que é longo, que é breve e eterno na mente dos loucos; E por falar em loucos, quem te disse que o amanhã existe? O hoje é o único momento que você tem, o que virá não sabemos, e pode não chegar… Se deixar para o acaso do porvir a água do café esfria, a chuva não vem e o sol se põe…

 

Daqui a uns dez anos você vai se arrepender pelo que não fez, não pelos erros, mas pelo que não fez; deixe sua zona de vã covardia e vá atrás dos seus anseios, busque, descubra e lute, lute muito! A vida é única para que o medo nos impeça de realizar, vocês acham que os fortes não tem atribulações? Não há pessoas no mundo mais vulneráveis do que os fortes, mas a questão não é essa, e nunca foi meu brother… a estrada se divide em dois caminhos: O da facilidade, do comodismo e falso conforto; Segundamente há o caminho mais doloroso porém mais belo e pleno, o caminho dos que se arriscam e dão a cara a tapa, em contrapartida, conseguem cumprir a missão e tomam na marra o que é seu por direto. Sabemos que a maioria dos obstáculos são mentirosos e fracos, fracos porque são débeis e mentirosos porque essa falsidade só existe em uma cabeça cheia de condicionamentos.

Caia pra dentro, corra livre pelas campinas com as hordas de Khan, sinta os ventos da Pérsia como fez Alexandre ao marchar com os helenos em direção a grandiosa Índia. As pessoas tem esse estranho costume de abandonar o barco quando a coisa aperta, quem disse que as melhores coisas vem de forma fácil? Nossos ancestrais que corriam armados apenas com lança de madeira atrás de uma manada sentiria vergonha de nós, de nossas bestagens e instintos fracos, acorrentados pela propaganda degenerada que nas entrelinhas diz que a felicidade vem pelo ato de consumir de forma desenfreada;

Conselhos? Solte o Neandertal que está adormecido dentro de seu DNA enquanto ainda há tempo, antes que o que te prende tire sua vida; Sabes bem que muitos sobrevivem, mas não vivem, pois estão mortos a muito tempo em seus vazios. A cena mais triste que podemos constatar cotidianamente é pessoas com potenciais de grandeza presos em uma rotina mediana, há algo muito errado em tudo isso, algo que deve ser concertado.

E os relacionamentos?

 Zygmunt Bauman exaustivamente nos ensina acerca disso em suas obras, o maior expoente sobre o assunto; A ideia central é:  Praticamente tudo hoje é programado para ser superficial, rápido e quantitativo; Não é mais visto o valor das coisas, mas a utilidade de tais, perdeu-se a noção do que é belo e sagrado… foi substituído pela liquidez do mundo pós-moderno. Os amores praticamente inexistem, foram substituídos por atuações Hollywoodeanas de declarações no Facebook, as pessoas não querem aprofundar umas nas outras, mas apenas aproveitar dos alheios por um curto período de tempo, e depois descartar como é feito com as coisas materiais;

O materialismo tem destruído toda uma geração, sejam bem vindos ao futuro… mas há os que transcendem toda essa sujeira moderna e fixam suas raízes em tradições e valores que se mantem de pé entre as ruinas.

Atualmente os ‘’amigos’’ para curtir são muitos, amigos para compartilhar vasões existenciais são raros e quase inexistem em meio a uma inércia sem fim; são laços frágeis de uma geração imbecil e fraca; O motor de todos os relacionamentos é a reciprocidade, morrendo ela, não há nenhum elo que se mantem de pé, não perca seu tempo procurando conviver com quem passa maior parte do tempo em superficialidades e que não valoriza sua presença; vamos cooperar no crescimento um dos outros, mas também mantermos a seriedade, buscar os valores que nos fazem humanos já é um grande passo à frente. Metades débeis não servem, não deve nos satisfazer, se for para ser, tem que ser por completo.

A exemplo dessa superficialidade temos pessoas que pagam caro para ficarem dançando, bebendo e se drogando em uma sala escura com música alta… o espírito de tal deve estar em completa agonia ou já deve tá morto, restando apenas a carne atomizada; dentro desse contexto vemos que muitos caras no outro dia batem no peito com orgulho estoico e dizem: Peguei mais 30 ontem na festa e você tem pegado quem?

Sim cara, pegou 30, mas o que isso mudou em sua vida?

Você não conhece as pessoas que beijou ontem à noite, apenas encontrou disponibilidade de algumas mulheres que por algum motivo escolheram ser beijadas por você, talvez aparência ou uma linguagem bem elaborada de tua… mas o que aconteceu ontem nada mudou de relevante em sua existência, tu apenas ficou com o ego grande pelos teus atos e teve picos de dopamina ao beber e pegar geral, a dopamina que o deu essa sensação de euforia e bem estar, fora isso, nada mais mudou; na segunda tu voltarás a tua vida triste, vazia, mercantil e enfadonha.

Caras assim como esse exemplo supracitado dificilmente consegue manter um romance de pé, são pessoas que gostam de coisas rápidas e superficiais, coisas que duram até o próximo gole de whisky… ficam apenas no Estágio I, não conseguem penetrar nas sensações do inconsciente de uma amante, conhecer os anseios e tentações que se passa pela mente, os sentimentos mais profundos que enraizado estão dentro do coração de uma mulher; Fracos assim não são capazes de desfrutar o máximo de satisfação que um relacionamento pode proporcionar, não conseguem chegar a plenitude de conhecer os detalhes mais íntimos que habitam dentro da alma, corpo e mente de uma mulher; indivíduos assim só querem fazer sexo feito um animal irracional e fim de papo, e muitas garotas preferem caras assim, gostam dessa sujeira pós-moderna; quantidade não significa qualidade nos princípios que estamos falando, deve-se tomar como exemplo caras que manteve relacionamentos duradouros do que canalhas que pegou centenas e não se recorda sequer o nome de uma mulher que ele teve um lance.

 

Vivemos tempos líquidos. Nada é para durar.

Zygmunt Bauman

 

Abraços caros leitores, amo vocês.

 

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