Pare e pense

Se uma dessas “ultra feministas” disser que o ódio ao sexo masculino se deve as diversas experiências negativas que ela obteve nos relacionamentos com os homens do passado, logo, podemos concluir também que, se as experiências passadas fossem boas e não ruins, ela então não seria feminista hoje em dia? Seria uma esposa/namorada/noiva tradicional ou, no mínimo, uma solteira que não repudia o sexo oposto?

Já que é possível resumir, reunir e concentrar tanta raiva nascida de motivos tão banais, então será que quase todo extremismo disponível na Internet nasceu de meras experiências traumáticas e desgostosas que foram abafadas ao invés de serem resolvidas?

Eu acredito que as pessoas que não pretendem superar as dificuldades da própria história não estão preparadas para viver. Todas as decisões tomadas enquanto a dor não for vencida, serão decisões pouco fundamentadas, vazias, tolas e ignorantes.

É evidente que cada um conhece suas dificuldades, nem todas as pessoas são espiritualmente e biologicamente semelhantes. Todos possuem níveis de limites distintos, convivem e sobrevivem em contextos diferenciados, passam por situações e golpes únicos. Ninguém conhece a fundo o verdadeiro sofrimento do próximo.

Mas sempre há uma forma de se vencer todas as batalhas que o destino apresenta. Por mais que os momentos tenebrosos durem muito tempo, por mais que a vitória só apareça após deixar muitas cicatrizes, mudanças psicológicas e perdas insubstituíveis. Mesmo assim, ela continua sendo uma vitória – um verdadeiro certificado de aprendizados e evoluções.

A mudança de vida é um exercício prático. A teoria está aqui, nesse texto. Esta ai, ao refletir sobre tudo que passou. Está nas livrarias e bibliotecas… em muitas páginas que vão desde filosofias a citações de autoajuda. Está na rua, nos cartazes religiosos. Está no conselho de alguém que ama, está no trabalho profissional de centenas de psicólogos espalhados pelo mundo que se esforçam ao máximo para devolver o sentido da existência aos seus pacientes.

As pessoas que não pretendem superar as dificuldades da própria história não estão preparadas para viver… Tenho dito. Isso porque os momentos difíceis existem e sempre existirão, fazem parte da realidade. Se as “ultra feministas”, ou os “ultra marxistas”, “ultra religiosos”, “ultra conservadores”, “ultra anarquistas” e todos os demais “ultras” que existem por ai, trocassem a papagaiada da Internet por alguns momentos de reflexão, ou por alguns bons livros, ou por uma visita (mesmo que sem compromisso) a um grupo de fiéis, ou dando ouvidos a quem deseja o bem, ou então por um profissional diligente e, com isso, decidissem apagar de uma vez por todas as nuvens negras do passado, viveríamos num mundo bem mais sossegado.

 

E um Mundo mais sossegado, significa um Mundo onde a convivência online é mais tranquila.

E com uma vida tranquila, falo de uma vida sem ódio…

 

 

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