Equilibre-se

Os índios norte-americanos acreditavam que os primeiros humanos vieram dos lobos. Os pumas podem ser mais fortes, porém não são os lobos que trabalham em circo ou são caçados. O lobo é símbolo de sagacidade, autoridade e irmandade. Tem uma história interessante, não é real, mas o que ela ensina é de grande importância para nós.

Conta-se que um biólogo nos anos quarenta estudava lobos e pombos; os pombos quando confinados em um espaço pequeno se bicavam até a morte, eles se adaptaram para evitar conflito direto e para estarem sozinhos em espaço aberto, são tímidos por natureza, não desenvolveram o senso de piedade. Os lobos ao contrário foram programados para o conflito, caça e convívio social. Quando lobos começam a brigar, quando outro lobo expõe o pescoço imediatamente a luta para. Apenas aqueles guerrear detém o senso de piedade. Corações gentis pertencem aos guerreiros e não aos covardes. Covardes geralmente são os mais egoístas e narcisistas. Os lobos amam atuar em equipe, mas se ficarem sós não fazem feio. O lobo faz o que tem que ser feito. O lobo possui a ferocidade para defender. E os cães? Bem, os cães são um pouco de lobo. Os cães descendem do grupo de lobos que passaram a acompanhar os humanos, ou seja, eles são uma evolução dos lobos. Mesmo assim o lobo é mais inteligente e mais guerreiro do que os cães. Quando começar a tratar o seu pastor alemão como uma boneca de porcelana, lembre-se que ele é um voraz lobo que se reprime.

Trazendo para dentro da nossa realidade vemos que o brasileiro é uma pessoa que idealiza muito e quer muito, no entanto não busca meios para realizar seus afins. Quer-se passar em um concurso concorrido e simultaneamente gasta tempo vendo malhação e assistindo filme no Netflix… estudar? Nem pensar. Eu parto do pressuposto que tudo demais faz mal. Dizem que estudar demais deixa a pessoa louca não é, eu discordo, a loucura só atinge aos que sofrem algum trauma ou tem predisposição. Mas a regra ainda vale, tudo demais faz mal. A pessoa deve procurar dividir o tempo certinho para a realização de várias atividades. Corpo São e Mente Sã tenho dito. Aproveite a vida, vá e viaje e pratique exercícios, no entanto jamais esqueça de Deus e dos momentos de estudo e reflexão. O inverso também acaba se tornando válido pois quem não procura conhecimento acaba sendo levado pelo senso comum.

Quem de vocês já leu 1984 de Orwell e admirável novo mundo de Huxley?

Orwell achava que o futuro alguma ideologia totalitária prevaleceria no mundo. Huxley achava que o próprio mundo liberal iria sufocar as pessoas.

O mundo de admirável novo mundo venceu.

Orwell temia que os livros fossem censurados em escala mundial, Huxley temia que o povo ficaria tão alienado que não se interessaria pela leitura. Orwell temia que as informações fossem reprimidas, Huxley dizia que as informações seriam tantas que pouco nos preocuparíamos. Huxley temia que a verdade fosse submersa em um mar de irrelevância e mediocridade.

O cerne da minha abordagem hoje é falar sobre sensibilidade excessiva e insensibilidade. Qual dos dois lados estão certos?

As pessoas têm mania de se acorrentarem em extremos, talvez isso seja um consolo para os condicionamentos pessoais. Não vou me colocar como diferencial, pois sou uma pessoa ‘’8 ou 80’’ também. Mas realmente vale a pena os extremos?

Seja como a água. Quando você a coloca em uma xícara ela torna-se a xícara, quando você a coloca em uma garrafa ela torna-se a garrafa. Diante de um obstáculo ela o circunda. Seja como a água…

Bruce Lee

Os sentimentais em excesso não usam a Lógica e não consegue compreender os raciocínios, muitas vezes inventam mentiras para justificar os próprios defeitos. São pessoas que se prendem fácil, que se abalam fácil e que não executam atividades de forma racional. São bem passionais, sentimentais e emocionais. Qualquer coisa destrói, e isso é ruim, devemos ser fortes. A razão está aí para ser usada. Os sentimentais em excesso são facilmente manipulados por aproveitadores que fazem o que bem entende com eles. É o avesso do espírito dos guerreiros.

No outro extremo está os racionalistas, que acabam se tornando mecanizados. O racionalismo é a zona do conforto que impede de arriscar e de sentir algo inexplicável pelo senso racional. Não somos máquinas, não devemos ignorar nossa intuição e sentimentos. A vida acaba tornando alguns insensíveis por algum trauma vivenciado ao decorrer da estrada. As emoções e sentimentos são necessários, você não deve refletir quando um leão vem correndo atrás de você, simplesmente deve ter a sensação de medo e sair correndo e subir em alguma arvore. Quantas palavras não foram ditas por pensarmos demais?

Que possamos encontrar o equilíbrio entre intuição, instinto e intelecto.

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