Cartas para Elisabete

hqdefault

Cartas para Elisabete

(Poema de: Silas Moreira e Ivan Schneider)

Singela, lábios lapidados pela maresia

Laços e sorrisos, risos

Inconstantes, chuva de janeiro

Quase perdida entre beijos e desejos

Chames e delícias.

Cavalgando, a largas passadas

Por longos passados

Lembranças serenas da menina alva

Tão doce, morena.

Esboço, balanços salgados ao sol da baía

(Esqueço!) perco suas feições

Quantas aflições já me tenho vencido

Mas meus versos te pedem

Num novo soluço.

Brilho imponente da aurora

Pertinente a romper os compassos

Campos e campanhas, levemente com a brisa

O teu amor me beija a pele

Numa doce lembrança…

Aqui os cavalos são magros

Os sonhos escassos

Os charcos molhados

O solo parece receber

Aflito, cada alma que nele perece

E os planos

São preces!

Esperança que não morre

Antes permanece viva

Intensa, perene e expressiva.

Se vosso pai me visse agora… Seus dias de glória, sertões, sabinada, suas grandes vitórias se curvariam ás minhas, nos campos do sul. Serena, espero ansiosamente retornar aos teus braços, e enfim, como herói que sou hoje, pedir a tua mão.

Anúncios

Comente!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: