Um brado de desesperança

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Olá. Boa noite.

Está chovendo muito aqui. E… Quer saber de uma coisa? Esse lance de utilizar a internet como única fonte de conversa, é como fazer questão de andar com guarda-chuva numa baita borrasca quanto a de hoje. É uma falsa proteção, algo insustentável, belo ato de desperdício. Os ventos carregam a chuva por diversos ângulos e tão logo acabam molhando tudo, de qualquer jeito, tal como a rotina que nos corrompe e afasta. No fim das contas, não vale e nunca valerá a pena fingir que ando guarnecido, com o corpo seco. Quando na verdade caminho vulnerável e desprotegido por aí. Totalmente só! Sem você.

Eu me apaixonei por ti, Guria, tente entender. Querer-te sempre por perto, não é lá o tipo de saudade capaz de se carregar facilmente no bolso. É um sentimento que estoura qualquer costura, que vaza e cutuca o calcanhar. Não me pergunte como as coisas chegaram a tal ponto, mas acredito que consigas a resposta jogando conversa fora com o próprio espelho. Afinal se você soubesse o poder que teu sorriso possui, não gastaria seus vinte e três lindos músculos honrando qualquer sujeito por aí. Sua alegria é sua arma mais eficaz, sua arma é seu otimismo cintilante.
Agradeço aos céus, por conhece-la num dia de sol, por ter tido a chance de apreciar a concorrência da sua luz com o resto do mundo, detalhes de exultação celestial. Tinha como não acabar gostando? Aceitei sem pensar duas vezes, mesmo sabendo que não eras uma personagem pertencente ao meu pequeno mundinho.

Sinto lhe dizer que não há mais nenhuma rede social no mundo competente o bastante para mitigar sua falta. O contato homeopático com sua pessoa me oferece um tipo de sensação inteiramente singular, equivale a uma noite de lua. Contudo, mesmo iluminando meus passos e alegrando o aconchego, meu satélite preferido permanece distante. Você, continua distante. E pra variar, hoje o temporal ocupou sua luz, seu sinal, sua visão.

Sinto falta de tê-la, de garimpar palavras bobas, toca-la em pontos cegos, paralelos ao bate-papo oculto de nossas línguas. Passaram-se cem dias bem curtos, por mil horas torturantes e eternas. Não há mais nenhuma mensagem, compartilhamento de fotos, vídeos ou músicas que satisfaçam sua ausência.
Eu não sei quanto a você, pois infelizmente meu amor ainda não permite que fale por ti, mas para mim a exaustão apareceu como uma criança bastarda no playground, insistindo em dar as mãos a minha pequena, doce e solitária expectativa.

E no decorrer de todos esses eventos, o que percebi do tempo está na conjuntura de que, até mesmo o próprio relógio, reconhece meu nível de inquietação e ciúmes. Pois a cada minuto longe de ti, surge temor entre os ponteiros e números digitais. Acho que sentem medo de levar uma surra e por isso empurram o nosso amor, cada vez mais, para a eternidade. Levando em conta todos os elementos que envolvem nossos corações, não é preciso ser economista para deduzir que não existem mais prazos para nós dois. Nós não ficaremos, já estamos! Somos! Pertencemos! E ao que parece, só você não percebeu ainda, já que fazes tanta questão de não se aproximar de mim.

Olha… Estou cansado! E isso me obriga a praguejar e lançar-te um ultimato: não adote dúvidas ou desafios para tentar maquiar seu distanciamento. Não há embromação que valha a pena. Comigo ou é oito, ou oitenta. Defeito qualitativo de quem é de libra.

As alternativas que lhe darei são bem claras: tranque sua porta, ligue o rádio e me esqueça! Rasgue nossos livros, quebre vidros e dedos –, insista até se desfazer das nossas memórias. Se não for assim, se quiser mudar as coisas, então faça um favor a si mesma e delete pormenores! Deite-se sobre mim… Não será preciso discutir a vida, porque tudo aquilo que de melhor importa nela, estará sob o controle dos seus braços, absolutamente abaixo de você.

Está esperando mais o quê?

A chuva já passou, a lua reapareceu.

Onde é que você está?

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