Escrito a lápis

quebra-cabeça

 

 

 

 

 

 

Minha boca calada, minhas mãos maculadas, cansadas,

a poesia insistindo em escorrer dos meus olhos,

um poema escrito, um soneto, sonata composta de alento

e de medo, do teu medo escondido, perdido entre olhos, olhares, sorrisos,

e os risos, e os pisos,pisadas que pisas no meu solo amigo, teus tolos delírios.

 

Meu coração desfolhado em páginas perfeitas, desfeitas pela confusão dos teus rabiscos

indefinidos, indecisos, são riscos perfeitos, traçados em corpo, teu corpo.

Meu copo está cheio, e a mesa vazia, meu medo,

meu medo o teu medo temia.

 

Se me ponho a caminhar sozinho o teu olhar me esquece.

Esquece ?

Peco às ruas cheias de pessoas servas de seu tempo

curto, nesse vão momento, breve esclarecido,

o poema semi-nu que te escrevi ainda está escrito.

 

Peço, não te apegues a lucidez deste poema,

esqueça que jamais te amei, e se te amei não sei,

errei e não te quero mais,

mas,

mais

mais!

Quero um pouco mais,

mas hoje não te sinto mais comigo.

 

 

 

 

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