Mio caro Graciosa

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Estrategicamente, observava. Completamente mudo, como se as próximas atitudes determinassem o futuro da minha vida… Mania feia de levar tudo muito a sério, não é? Até concordo, porém você, garota, é meu grande dilema. E só pra variar (e concordar) a palavra “dilema” rima com o seu nome. Só que por hoje, Eu não estou nem ai! A vida era minha e nela Eu determino o que bem quiser. Ou pelo menos, foi assim que me enganaram e ensinaram a acreditar, então logo silencio a mente e volto a observar…

Céus! Como você é linda! E, acima de tudo, Eu a quero ao meu lado: Seja na praia mergulhando nas ondas do mar, quanto no campo, sob as sombras de uma boa e velha árvore. Quero de mãos dadas, trocando olhares e com toda aquela dormência nos lábios dos tantos bons beijos divididos. Seria pedir demais por um bom “single” do Phill Collins ao fundo? Ou, melhor ainda, seria ouvi-la dizer o quanto está apaixonada… Do quanto desejara a eternidade de um breve momento. Ah! Ajudaria também se Deus permitisse um radiante por do sol, com toda aquela vibração que nos relembra o quanto é bom estarmos vivos, apesar de a própria vida insistir na falácia niilista da completa falta de sentido em tudo.

Por ora, observo. Sabendo o quanto inútil serei se apenas olhar. Vejo, analiso e ao analisar, fico feliz ao sonhar. Mas se sonho e não realizo, então triste fico, por não poder vivenciar -, Você é a verdade que me comove, realidade que entristece. O resumo de um mundo sem toques, da sombra de desejo demente; Tu eis feliz ao estar sozinha enquanto Eu continuo apaixonado, indiferente.

Você é tudo que Pessoa, Quintana e Morais teriam orgulho de descrever. Eu já estou naquela feia tacha traçada pelo grande Dostoiévski: “[…] Sou mestre na arte de falar em silêncio. Toda a minha vida falei calando-me e vivi em mim mesmo tragédias inteiras sem pronunciar uma palavra”.

E pra ser sincero, seria só mais um daqueles dias que dão num bom capítulo de filosofia, se você não quebrasse o gelo e me percebesse. O destino resolveu optar por um ato de caridade emocional – Ela notou meu olhar de cachorro sem dono e retribuiu sorrindo, inocentemente vislumbrando um babaca de semblante alegre após dissolver a inesperada cena. Babaca que, há poucos minutos, bolou em secreto, uma vida inteira ao se lado.

Talvez Eu também seja mestre na arte de falar em silêncio, todavia por hoje não quero mais ser. Aquele sorriso era o que precisava; Agora, estrategicamente, irei me aproximar e tomar novas atitudes. Atitudes que… Bem! Elas determinarão o futuro da minha vida. E se tratando de futuro, cara… Na minha árvore, na minha onda, no meu barco, Eu só quero você.

— Leonardo Veiga

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