Av. Rio Branco

av rio branco

Há rachaduras no azulejo branco
e nas quebradas da cidade carioca
onde os fulanos se escondem nas janelas
e as fulanas me alegram a paisagem.

Nas passarelas pintadas de azul e medo,
os que têm muito a perder sempre se apressam.
Um homem pede pão na praça, enquanto os pombos disputam as migalhas do meu cachorro-quente.

Cheiro, cheiro doce, agridoce, cheiro verde,
cheio, cheio inchado, encharcado de chuva molhada,
nas marquises a goteira.
.
.
.
.
pinga, pinga, pinga, na minha cabeça.
Hoje tá chovendo a beça!
Esqueça!(não o guarda chuva)
Apenas se aqueça
e ponha as mãos molhadas no bolso do casaco.

…T-1-2-3-4-5-6-7-8-9-10-11-12…
Ah! Onde está o elevador?
Pra onde vai o meu amor?
Subirá ele até os céus e cairá como uma bolinha de gás?
Talvez, não sei,

mas o elevador já chegou
e os engravatados sobem de pressa
presos ao relógio de parede,
e eu subo com eles.

Será que eu ficaria bem de gravata?
Não, assim está bem melhor,
um copo, mais um gole de saudade
ouvindo Los Hermanos, esperando meu ônibus passar
e um sorriso.
Por quê?
Porque a vida é bela, oras!

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