Entre as sombras e sombrios

Olá pessoa,

Você já parou no tempo para observar o seu comportamento? Já se perguntou se está jogando bem? Em quem você tem confiando? Você é racional ou guiado por impulsos de momento ao tomar decisões? Como você se porta em um momento de tensão?

Julho, 2017

De certo tempo pra cá tem se tornando um hábito eu observar o comportamento das pessoas que me cerca, não com uma frieza demasiada, mas com um tom de compreensão e curiosidade, tenho notado alguns detalhes que gostaria de compartilhar aqui no Prosas e Café. Desde já queria agradecer a alguns de meus amigos que tem conversado comigo sobre esse tema nos últimos dias, pessoalmente ou via Facebook. Esse é um daqueles textos rápidos sem um grande aprofundamento nas ideias, a pretensão é abrir espaço para a discussão do assunto, talvez um dia eu revise e produza algo mais complexo e minimamente detalhado. Continue lendo “Entre as sombras e sombrios”

Infidelidades

Rio de Janeiro

Paulo (ou Paulão para os íntimos) tem 37 anos de idade, é casado e não possui filhos. Ele é negro, alto, forte e anda com uma cara de poucos amigos. Tem uma tosse chata, mas não é fumante. Anda rápido, mas puxa um pouco a perna. Na noite em questão, estava voltando pra casa. Tinha acabado de descer do trem e seguiu caminhando até o fim da estação, fez uma pequena pausa e pôs um dos pés no banco de madeira a fim de amarrar o cadarço. Não me recordo o nome da estação, “Parada de Lucas” talvez. Ele não pertencia as comunidades dali, contudo sua residência ficava num bairro próximo. Após arrumar o tênis, regrediu para a rota padrão de casa. Na escadaria, puxou o celular e deu um toque para a esposa, Maura. Queria saber o que tinha pro jantar. O dia foi puxado, o patrão ficou no cangote e por isso fora obrigado a engolir a quentinha. Também não houve tempo pro café da tarde, fato que ajudou a colaborar com a rebelião da fome em seu corpo. A boca já salivava desde a Central do Brasil, o quadro já estava bem pior quarenta minutos depois. Mal sabia ele que, naquela conversa, Maura estava prestes a lhe dar uma má notícia;

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Pétala de julho

O asfalto se abria em plena luz de março

E dele uma brecha nascia uma flor

Da flor o perfume molhara meus olhos

São olhos de julho jurando de amor

 

Nas covinhas rasas das tuas bochechas

A gente sorria e se amava demais

Amores de lírios e flores-cerejas

As luzes de julho luziram lilás

 

 

 

 

 

 

Talvez

Eu o perdi
Foi por pouco
Passou por entre meus dedos
Estava tão perto
Mas eu o deixei ir

Foi por ele que escrevi meus primeiros versos românticos
Eu que achava que escrever sobre amor era coisa para bobos
Fiz, pensando nele meus primeiros versos melosos Continue lendo “Talvez”

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