Sem métrica em K

 

O que já sabes por assim dizer,

Que em versos não pode caber,

Não digo escrito o que sinto,

E nem contém o que tenho de dizer.

É uma confusão desprovida,

Que me dá prazer e alegria,

Idealismo e melancolia,

E de que nada posso fazer,

Uma mentira sentida,

De palavras repetidas.

Traços de farsa e de tragédia,

Dessa uma fantasia inventada,

Quem sabe de uma história mal contada.

É tudo ilusão e vazio de propósito,

Ausência de significados e sentidos,

Escrevo feiura na medida do que posso,

E de mim mesmo sei que é impossível fugir.

 

 

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Réquiem para a ingrata

 

Tentei te escrever algo belo,

Te amei no silêncio perene,

Na chuva de novembro te quero,

Difícil esconder o que sente.

O doce vento da noite

Silenciosos versos sussurram,

Recitam poema escrito, cantam:

Meus versos dependem de ti.

Teus cabelos para mim quero ter,

Sincero falei que te amo,

Aflito peço resposta.

Lembro de teus olhos que me tomam

Os olhos que me conquistaram

Penso neles a cada instante.

Em nada cabe o que sinto,

Tu sabes bem agora,

A quem pertence meu amor.

Pássaro azul

Retirei a maldita máscara assim que chegou,
O pássaro azul Bukowski logo cantou,
Mas percebi seu desprezo por mim,
E isso grita mais do que uma dor.

Na madrugada anterior tive um sonho,
Eu estava escrevendo para ti um novo poema,
Cada palavra sinestesia tinha um leve sabor,
E isso fere mais do que uma dor.
Paixão essa flor intermitente,
Que nasce na alma dos fracos,
Mata e fere sem pudor, parece facada!
E isso agoniza como uma uma dor.

Um dia tento compor algo descente,
De rimas e métrica e juízo, nada melancólico,
Por mais que tento não consigo,
E isso dura mais do que uma dor.

Como um lobo

Corações gentis pertencem aos guerreiros,

Não aos fracos, é virtude dos fortes,

Que não teme e não chora a morte,

Por honra viverá meu nome.

 

Sou pois poeta e guerreiro no tempo,

Não envergonho existência simples,

Protejo algo cada coisa que amo,

O encontro do eterno e o breve.

 

Sou lobo e sei amar,

Vivo a cada instante,

Idealista em uma guerra incessante.

 

Amor virtude dos fortes,

Chama dos romanos,

Gota perene.

 

 

 

 

 

Os fortes também choram

Os fortes também choram

Para: Alexa

Perdoe-me. Não estou com condições de encarar o dia amanhã. As forças de mim se dispersaram. A verdade é que não encontro forças para lutar há bastante tempo.

Dizem os sábios que o amanhã é sempre um novo dia. Será? Ver as mesmas pessoas, estar nos mesmos lugares, realizando a mesma rotina? Sinto lhe informar, mas os sábios não me convenceram. Pelo menos não ainda.

Tenho vivenciado dias difíceis sabe?! Tá sendo muito difícil suportar tudo. Outrora me peguei pensando em uma passagem bíblica que fala dos dois alicerces – uma casa que foi construída sobre a rocha e a outra sobre a areia. É… A casa sou eu. E nessa simulação, edifiquei-me na areia, mesmo sabendo dos riscos. Agora, observo partes de mim se esparramando ao chão. Tenho a terrível sensação que em breve vou desmoronar. Grande será a minha derrocada. Triste fim!

Desculpe-me por não ter sido forte o suficiente para lutar contra mim mesma. Nunca soube lhe dar com a explosão de sentimentos que me acomete. Gostaria de entender certas coisas, mas logo me angustio ao não encontrar respostas. Talvez eu precisasse de soluções palpáveis…

Só lhe peço uma coisa amiga: não diga que estou fazendo drama. Sabes que não gosto de falar dos meus problemas, mas é que chega momentos em que precisamos desabafar, caso contrário, isso pode nos sufocar. Poderia perfeitamente usar aquela linha de maquilagens que ganhei de presente do Armando e sair por ai estampando um belo sorriso. Quantas vezes já não fiz isso?! Porém, me encontro cansada. Alguns dizem que disfarçar os problemas é característica de pessoas fortes. No entanto, os fortes também choram… Os fortes também se cansam… Os fortes também se angustiam… E antes de finalizar esse texto, saiba que já estou chorando.

Como não nos veremos amanhã, estou lhe enviando este e-mail. Qualquer coisa entre em contato comigo.

Se cuida tá! Fica bem.

Um abraço,

Luíza

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